Embora os casos de câncer colorretal tenham diminuído no geral, médicos estão vendo um aumento preocupante da doença em pessoas com menos de 50 anos. Especialistas ainda não sabem o motivo exato, mas suspeitam de fatores como obesidade, exposição a produtos químicos e até melhorias na detecção da doença.
Os avanços da ciência têm permitido uma expectativa de vida cada vez mais longa às pessoas. Isso se deve às menores taxas de mortalidade para doenças crônicas e aos menores índices de infecções.
O câncer é um bom exemplo para entender essa queda nas mortes, pois a doença tem se mantido estável ou até diminuído nas últimas décadas. Com os tratamentos atuais, a chance de uma pessoa morrer ao ser diagnosticada com um tumor praticamente despencou.
Confira os principais pontos da notícia:
- Os casos de câncer de intestino estão caindo na população em geral, mas aumentando entre adultos com menos de 50 anos.
- Os cientistas ainda não sabem a causa exata desse aumento, mas algumas suspeitas incluem obesidade e exposição a produtos químicos.
- Os sintomas da doença podem incluir sangramento nas fezes, mudanças no hábito intestinal e anemia.
- O diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento.
- A melhora na capacidade de detectar o câncer pode ter contribuído para o aumento dos casos notificados.
Apesar desse aumento, não há um impacto no número total de casos de câncer de intestino, porque os números absolutos de jovens com a doença ainda são considerados baixos.
Embora as taxas de câncer de intestino (que inclui o câncer de cólon e do reto) tenham diminuído no geral, houve um aumento recente nos casos em pessoas com menos de 50 anos, o que é considerado jovem quando o assunto é câncer, explicou o epidemiologista Gideon Meyerowitz-Katz ao site Science Alert.
Como é feito o diagnóstico
Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico precoce do câncer de intestino pode ser feito através de exames clínicos, laboratoriais, endoscópicos ou radiológicos, para investigar pessoas que apresentem sinais e sintomas sugestivos da doença.
Os principais sinais de alerta são: presença de sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal (diarreia ou constipação), dor, cólica ou desconforto abdominal. Fraqueza, indisposição, anemia e perda de peso sem causa aparente também podem estar relacionados à doença. Algumas pessoas podem ter a sensação de inchaço abdominal e de que estão com o intestino preso.
Possíveis causas do aumento em jovens
Especialistas apontam alguns possíveis fatores para o aumento da doença em jovens, como a exposição a pesticidas, como o picloram. Porém, essa teoria ainda é discutida, já que essas substâncias foram usadas com mais frequência nos anos 80 e 90, e menos hoje em dia.
Além disso, outras substâncias, como os químicos eternos (PFAS), também são analisadas, mas ainda não há confirmação de uma relação clara de causa.
A obesidade é outro fator que pode estar relacionado, já que os jovens de hoje são mais obesos que os de gerações passadas. Estudos indicam que 15% dos casos de câncer de intestino estão ligados ao sobrepeso.
Uma comparação de estudos de 2019 e 2025 mostrou que os casos da doença em jovens adultos estão estáveis, o que deixa os pesquisadores com mais dúvidas. Uma explicação possível é que a detecção da doença está mais eficaz, pois exames de rastreamento foram disponibilizados nos anos 90 e se popularizaram recentemente. Os dados de registros de câncer dos países também estão mais precisos.
Apesar das diversas hipóteses, os pesquisadores reforçam que a verdadeira causa desse aumento em jovens ainda é um mistério difícil de ser desvendado.

Imagem ilustrativa de câncer colorretal.





