O Ministério da Saúde aumentou o número de atendimentos remotos mensais para pessoas viciadas em apostas online. A medida começa agora, em agosto, e foi tomada porque muita gente está procurando ajuda.
O Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou para até 100 mil o número de teleatendimentos mensais para pessoas que enfrentam problemas com jogos e apostas online. A medida começa a valer nesta terça-feira (4).
O serviço começou em março, com uma média de 600 atendimentos por mês. O Ministério da Saúde disse que foi preciso aumentar porque a procura está muito grande.
- O serviço é gratuito e pode ser acessado pelo aplicativo Meu SUS Digital.
- O atendimento é remoto, sigiloso e acolhedor, e serve como porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial.
- Mais de 1 milhão de pessoas já pediram para ter o CPF bloqueado em sites de apostas.
- 35% das pessoas que pediram a autoexclusão disseram que foi por causa da perda de controle sobre as apostas.
- O Ministério da Saúde lista sinais de alerta, como mudanças no sono, na alimentação e no humor, e também o sentimento de culpa.
A ferramenta é oferecida por meio do aplicativo Meu SUS Digital, em parceria com o Ministério da Fazenda e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).
O serviço oferece orientação e acompanhamento profissional, funcionando como uma porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps). O atendimento é remoto, sigiloso e acolhedor.
Números da procura por ajuda
Dados do ministério mostram que mais de 1 milhão de pessoas pediram para ter o CPF bloqueado em sites e aplicativos de apostas. Essa ferramenta se chama Plataforma Centralizada de Autoexclusão.
Os números mostram ainda que 35% das pessoas acionaram a autoexclusão porque perceberam que perderam o controle sobre as apostas.
Sinais de alerta
O ministério listou alguns sinais de alerta para identificar quando o hábito de apostar virou um problema. São eles:
- Mudanças no sono, na alimentação ou no humor;
- Mentir para familiares e amigos sobre as apostas;
- Sentimento de vergonha e culpa em relação às apostas;
- Ansiedade, irritabilidade e inquietação quando não estão apostando;
- Usar o jogo como uma forma de lidar com o estresse ou a frustração;
- Dificuldade para diminuir ou parar de jogar;
- Prejuízo nas relações pessoais e profissionais;
- Uso intensificado de álcool e outras drogas;
- Comprometimento do orçamento pessoal ou familiar por causa dos gastos com apostas.
Fatores de risco
Alguns fatores podem aumentar a chance de uma pessoa desenvolver o vício em apostas. O ministério listou os principais:
- Contato precoce com jogos de aposta;
- Facilidade de acesso a jogos online;
- Busca por alívio emocional ou fuga de problemas;
- Histórico de problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade;
- Impulsividade e busca por recompensas imediatas;
- Influência de amigos ou da cultura que mostra o jogo como algo normal e divertido;
- Sensação de solidão e isolamento social;
- Viver em situação de vulnerabilidade social.

© Antônio Cruz/ Agência Brasil





