A puberdade é um marco importante no desenvolvimento infantil, mas quando ocorre antes dos 8 anos em meninas, pode indicar puberdade precoce, uma condição que merece atenção médica e acompanhamento especializado. Estudos epidemiológicos sugerem que essa condição não é tão rara quanto se imaginava: em uma revisão global de pesquisas, a prevalência estimada de puberdade precoce em meninas foi de aproximadamente 7,87%, um número que chama a atenção de pediatras e endocrinologistas em todo o mundo. (Springer Nature Link)
Segundo a Dra. Mariana Bolonhezi, pediatra, identificar os primeiros sinais é essencial para que a família procure avaliação adequada o quanto antes. “Observar o desenvolvimento de características sexuais antes do esperado — como o crescimento de mamas, aparecimento de pelos pubianos ou axilares e mudanças no odor corporal — é fundamental para diferenciar variações do desenvolvimento normal de alterações que exigem investigação”, explica.
Os primeiros sinais de puberdade precoce em meninas podem incluir:
Desenvolvimento de mamas (thelarche) antes dos 8 anos;
Sinais de pelos pubianos ou axilares;
Aceleração significativa na velocidade de crescimento;
Aumento da oleosidade da pele ou surgimento de acne;
Menstruação antes dos 8 anos.
A puberdade precoce pode ocorrer sem causa aparente (idiopática) ou estar associada a alterações hormonais ou outras condições médicas específicas, o que reforça a importância do acompanhamento pediátrico e endocrinológico.
Além dos aspectos físicos, a condição também pode ter impactos emocionais e sociais para a criança, que pode enfrentar dificuldades relacionadas à imagem corporal e ao convívio com colegas da mesma faixa etária. Por isso, a orientação profissional deve considerar não apenas os aspectos clínicos, mas também o desenvolvimento psicossocial da criança.
“A avaliação médica permite não apenas identificar possíveis causas, mas também orientar as famílias sobre o processo de desenvolvimento, garantindo suporte físico e emocional e preservando o bem‑estar da menina em todas as fases de crescimento”, afirma a Dra. Bolonhezi.






