14 de abril de 2024 - 05:00

Saúde

01/02/2024 08:32

Casos de covid explodem e janeiro termina com mais de 5 mil notificações em Mato Grosso

Infectologista Luciano Corrêa Ribeiro acredita que as notificações serão ainda maiores depois do Carnaval

O primeiro mês de 2024 terminou com 12 mortes em decorrência da covid-19 e 5.213 casos notificados da doença em todo o Estado, de acordo com informações disponibilizadas pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) nesta quarta-feira (31). Desses, 2.954 pacientes se recuperaram, 2.199 estão em monitoramento e 57 pessoas estão internadas. Em comparação com dezembro de 2023, houve um salto de 333%, visto que naquele mês foram 1.202 registros. 

Vale ressaltar que seis municípios de Mato Grosso estão com classificação vermelha, ou seja, têm taxa de transmissão da doença muito alta. São eles União do Sul, Araguainha, Porto dos Gaúchos, Serra Nova Dourada, Luciara e Alto Boa Vista. Outras 29 cidades estão com alerta laranja, ou seja, risco alto para a covid-19. Veja a lista completa clicando AQUI.

Dessa forma, o infectologista Luciano Corrêa Ribeiro, do Hospital Universitário Júlio Muller, demonstra preocupação com o período do Carnaval e fez um alerta aos “foliões” que desejam participar das festividades no mês de fevereiro. Segundo ele, devido ao período epidemiológico que Mato Grosso está vivendo, é possível que os casos de covid-19 aumentem exponencialmente depois da época de festa.

“Eu faço sim uma recomendação forte para que a gente repense essas aglomerações. Pois, antes mesmo do Carnaval, em que a população não está se aglomerando de maneira contundente, o vírus já está se disseminando em larga escala e alguns municípios estão em situação de risco. Então, imagina uma pessoa infectada e sintomática dentro de um salão com 500, 600 pessoas? Obviamente, vai acontecer uma disseminação em larga escala”, afirmou o especialista à Rádio Cultura, na manhã desta quarta-feira (31).

Ainda conforme o médico, a nova subvariante JN 25, detectada no Estado no último dia 20, apresneta sintomas mais brandos. No entanto, tem uma taxa alta de transmissão e demonstrou um comportamento agressivo em relação aos pacientes que são considerados de grupo de risco para a covid, como idosos, imunossuprimidos, crianças e pessoas com comorbidades.

“Infelizmente, na nossa localidade, a gente detectou essa nova subvariante da covid-19 que tem se caracterizado por apresentar uma alta taxa de transmissão. Onde você tem uma nova cepa, uma taxa vacinal baixa, o risco de pessoas adoecerem aumenta de maneira exponencial como a gente já está vivenciando. Então, com mais pessoas adoecendo, poderão complicar àquelas do grupo de risco. Isso já tem colaborado de forma direta para o aumento da taxa de internação hospitalar e óbitos, justamente na população mais frágil. Então, existe um risco eminente do brasil espalhar essa nova variante tendo em vista o Carnaval”, afirmou o infectologista.

O profissional de saúde afirmou que para frear o vírus e proteger a população, é preciso completar o esquema vacinal, uma vez que as novas vacinas bivalentes já têm proteção contra as novas subvariantes surgiram.

“Para pacientes imunossuprimidos e idosos é recomendado o reforço da bivalente a cada seis meses. Lembrando que a bivalente tem efeito protetor contra todas as subvariantes que estão surgindo. O melhor mecanismo para controlarmos essas infeções virais de caráter respiratório é vacinando a população em larga escala”, reforçou o médico.

Além da vacinação, o infectologista destacou que, para evitar a disseminação da covid-19, é preciso que os pacientes sintomáticos façam o teste e, caso o resultado serja positivo, deverão ficar em isolamento domiciliar.


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