Câmara vota hoje: vai acabar a jornada de trabalho de 6 dias por 1 de folga?

Politica Trabalho 25/05/2026 10:03 Nícolas Robert jovempan.com.br

Uma comissão da Câmara dos Deputados vai votar nesta segunda-feira (25) uma proposta que pode mudar a vida de milhões de trabalhadores que trabalham seis dias e folgam apenas um. O projeto, que precisa ser aprovado em várias etapas, prevê reduzir a jornada semanal de 44 horas para 36 horas ao longo de alguns anos. A ideia é dar mais tempo para a família, lazer e saúde, mas divide opiniões. Empresários temem impactos na economia, enquanto movimentos de trabalhadores e até o presidente da Câmara apoiam a mudança. A votação de hoje é o primeiro passo importante para ver se essa mudança vai sair do papel.

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o fim da escala de trabalho 6x1 vota, nesta segunda-feira (25), o parecer do relator sobre a proposta. A reunião está marcada para as 17h, em Brasília. O projeto sugere uma alteração na Constituição para reduzir a carga horária semanal para 36 horas ao longo dos próximos anos.

  • Resuminho rápido: A proposta quer mudar a lei para ninguém precisar mais trabalhar 6 dias para folgar 1.
  • Curiosidade: A jornada de 44 horas semanais existe desde 1988; a nova meta é 36 horas.
  • Importante: A mudança não é imediata: seriam dois anos de adaptação, caindo de 44 para 42, depois 40 horas.
  • Quem mais ganha: As mulheres são a maioria que cumpre essa escala pesada de 6x1.
  • Polêmica: Empresários temem que a redução de horas possa prejudicar a economia e os lucros.

O relatório, elaborado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), busca um equilíbrio entre os direitos dos trabalhadores e a produtividade das empresas. O relator defende uma regra de transição de dois anos. Pelo plano, a jornada atual de 44 horas semanais cairia para 42 horas no primeiro ano e chegaria a 40 horas no segundo ano de vigência da nova lei.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a Casa tem o compromisso de aprovar o texto principal ainda neste mês. Segundo ele, a mudança tem o objetivo de garantir mais tempo para o lazer, saúde e convívio familiar do empregado. Motta ressaltou, porém, que o diálogo com os setores produtivos é necessário para evitar impactos negativos na economia.

Compensação para empresas e foco nos mais afetados

Além da redução da jornada, a discussão no Congresso inclui a possibilidade de oferecer compensações fiscais para empresas dos setores de serviços, indústria e agronegócio. O relator destacou que o foco da medida é o bem-estar do trabalhador, com atenção especial às mulheres, que formam a maioria dos profissionais que cumprem a escala de seis dias de trabalho por um de descanso.

Próximos passos até a aprovação final

Após a análise na comissão especial, a proposta precisará seguir para votação no plenário da Câmara. Por se tratar de uma alteração na Constituição, o texto depende do apoio de, pelo menos, 308 dos 513 deputados federais para ser aprovado.


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