Uma comissão da Câmara dos Deputados vai votar nesta segunda-feira (25) uma proposta que pode mudar a vida de milhões de trabalhadores que trabalham seis dias e folgam apenas um. O projeto, que precisa ser aprovado em várias etapas, prevê reduzir a jornada semanal de 44 horas para 36 horas ao longo de alguns anos. A ideia é dar mais tempo para a família, lazer e saúde, mas divide opiniões. Empresários temem impactos na economia, enquanto movimentos de trabalhadores e até o presidente da Câmara apoiam a mudança. A votação de hoje é o primeiro passo importante para ver se essa mudança vai sair do papel.
A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o fim da escala de trabalho 6x1 vota, nesta segunda-feira (25), o parecer do relator sobre a proposta. A reunião está marcada para as 17h, em Brasília. O projeto sugere uma alteração na Constituição para reduzir a carga horária semanal para 36 horas ao longo dos próximos anos.
- Resuminho rápido: A proposta quer mudar a lei para ninguém precisar mais trabalhar 6 dias para folgar 1.
- Curiosidade: A jornada de 44 horas semanais existe desde 1988; a nova meta é 36 horas.
- Importante: A mudança não é imediata: seriam dois anos de adaptação, caindo de 44 para 42, depois 40 horas.
- Quem mais ganha: As mulheres são a maioria que cumpre essa escala pesada de 6x1.
- Polêmica: Empresários temem que a redução de horas possa prejudicar a economia e os lucros.
O relatório, elaborado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), busca um equilíbrio entre os direitos dos trabalhadores e a produtividade das empresas. O relator defende uma regra de transição de dois anos. Pelo plano, a jornada atual de 44 horas semanais cairia para 42 horas no primeiro ano e chegaria a 40 horas no segundo ano de vigência da nova lei.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a Casa tem o compromisso de aprovar o texto principal ainda neste mês. Segundo ele, a mudança tem o objetivo de garantir mais tempo para o lazer, saúde e convívio familiar do empregado. Motta ressaltou, porém, que o diálogo com os setores produtivos é necessário para evitar impactos negativos na economia.
Compensação para empresas e foco nos mais afetados
Além da redução da jornada, a discussão no Congresso inclui a possibilidade de oferecer compensações fiscais para empresas dos setores de serviços, indústria e agronegócio. O relator destacou que o foco da medida é o bem-estar do trabalhador, com atenção especial às mulheres, que formam a maioria dos profissionais que cumprem a escala de seis dias de trabalho por um de descanso.
Próximos passos até a aprovação final
Após a análise na comissão especial, a proposta precisará seguir para votação no plenário da Câmara. Por se tratar de uma alteração na Constituição, o texto depende do apoio de, pelo menos, 308 dos 513 deputados federais para ser aprovado.

Manifestação pelo fim da escala de trabalho 6X1 na Avenida Paulista, região central de São Paulo





