Com a declaração, ela sinaliza seu distanciamento definitivo do ex-presidente e da linha ideológica de seus aliados mais próximos
“Eu defendo Tarcísio ser presidente do Brasil e vou defender até o último dia. Chega de Lula e Bolsonaro”, declarou a senadora, sinalizando seu distanciamento definitivo do ex-presidente e da linha ideológica de seus aliados mais próximos.
As declarações marcam mais um capítulo na escalada de críticas de Buzetti ao núcleo duro do bolsonarismo, especialmente ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a quem ela responsabiliza por desgastar a imagem do Brasil no cenário internacional. Para a senadora, o filho do ex-presidente tem agido movido por interesses externos e estaria sendo manipulado pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump.
“O Trump está se aproveitando da família Bolsonaro. Ele fez isso com o mundo inteiro, taxou o mundo inteiro, e o Eduardo está lá se exaltando? Não está certo isso. Ele está prejudicando os brasileiros em nome da família Bolsonaro e isso eu não aceito”, criticou a parlamentar.
Buzetti também questionou a postura de Eduardo nas negociações com o governo Trump sobre a taxação de produtos brasileiros. Segundo ela, o deputado foi instrumento em uma manobra política internacional. “Ele está usando a família Bolsonaro para atingir os objetivos dele. Só o Eduardo que não está enxergando isso. Eu não aceito que se prejudique todos os brasileiros em nome de um projeto próprio. Não, não, não”, enfatizou.
A crise entre Margareth Buzetti e os Bolsonaro ganhou força nesta semana após a senadora chamar Eduardo de “moleque” e acusá-lo de ter provocado o uso de tornozeleira eletrônica imposto pelo STF ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “A culpa de Bolsonaro estar de tornozeleira é desse moleque”, disparou.
Eduardo Bolsonaro, por sua vez, admitiu que apoiou a chamada “tarifa Moraes”, nome dado por ele à taxação de até 50% sobre produtos brasileiros, como forma de retaliação ao Supremo Tribunal Federal. Ele chegou a afirmar que sua mudança de postura foi motivada pela “instabilidade institucional” provocada pelo STF.






