Policial preso por roubar drogas de facção e vender para outra em Mato Grosso

Policial Polícia 27/05/2026 08:38 Da redação folhamax.com

Um policial militar foi preso nesta quarta-feira (27) por suspeita de comandar um esquema de roubo de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC) na fronteira com a Bolívia e revender para o Comando Vermelho (CV), uma facção rival, em Mato Grosso. A ação faz parte da Operação Tu Quoque, que cumpriu 15 ordens judiciais, incluindo quatro prisões e bloqueio de até R$ 2,5 milhões de reais dos suspeitos.

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (27), a Operação Tu Quoque, que prendeu um policial militar suspeito de comandar roubos de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC) para repassar ao Comando Vermelho (CV). A ação teve como alvo um esquema que funcionava na fronteira com a Bolívia.

  • Um policial militar foi preso por suspeita de ser o líder de um grupo que roubava drogas do PCC.
  • As drogas roubadas eram revendidas para o Comando Vermelho, facção rival.
  • A operação cumpriu 15 mandados, com 4 prisões e 11 buscas em casas dos suspeitos.
  • Os golpistas usavam empresas de fachada e casas de apostas para esconder o dinheiro do crime.
  • O nome da operação, Tu Quoque, significa "até tu, Brutus", por causa da participação de um policial.

Também foram cumpridas medidas de restrição de veículos e bloqueios de contas bancárias dos investigados, no valor de até R$ 2,5 milhões. Entre os alvos envolvidos no esquema está um praça da Polícia Militar, apontado como um dos líderes do grupo investigado.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Pontes e Lacerda e Várzea Grande, com apoio das equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). As investigações têm como foco a desarticulação de um esquema de roubo de entorpecentes subtraídos em pontos de armazenamento de drogas de uma facção criminosa na região de fronteira e que, posteriormente, eram redistribuídos por integrantes de outra facção na região metropolitana.

Como funcionava o esquema criminoso

Segundo as investigações da Delegacia de Pontes e Lacerda, o esquema funcionava por meio de dois núcleos, um deles responsável por identificar e monitorar possíveis depósitos de drogas de uma facção criminosa na região de fronteira. O segundo núcleo tinha uma função distinta e se deslocava da Capital do Estado para Pontes e Lacerda para atuar no roubo da droga e, posteriormente, transportar e distribuir os entorpecentes na região metropolitana.

O praça, apontado como principal alvo da operação, era o responsável pelo roubo do entorpecente, saindo da Capital para Pontes e Lacerda para subtrair a droga. Ele também fazia a separação do entorpecente para outra equipe do grupo criminoso, que atuaria na distribuição.

A descoberta do esquema ocorreu após a prisão de um dos envolvidos. Na ocasião, outros integrantes do grupo conseguiram escapar, mas, com o avanço das investigações, foram identificados.

Também foi descoberto o esquema envolvendo roubos ligados a facções criminosas, além da redistribuição e comercialização do entorpecente subtraído. Além dos crimes de roubo e tráfico de drogas, as investigações identificaram o envolvimento do grupo em um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico, por meio de diversas transações bancárias envolvendo familiares, casas de apostas e empresas de fachada para a pulverização dos valores.

A expressão latina tu quoque significa literalmente "tu também" ou "até tu" e faz referência ao fato de existir, como pivô da organização criminosa, um membro das forças de segurança, representando uma significativa quebra da confiança depositada e esperada dos agentes públicos. A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.


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