Angélica Saraiva de Sá, conhecida como Angeliquinha, é uma das líderes do Comando Vermelho em Mato Grosso. Ela fugiu da prisão há nove meses e agora está na lista dos 180 criminosos mais procurados do Brasil. Angeliquinha tem 260 anos de condenação por crimes como homicídios e tráfico de drogas.
Nove meses após fugir da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, Angélica Saraiva de Sá, conhecida por Angeliquinha, Baronesa, Bibi Perigosa e Virginia, passa a integrar a lista dos cerca de 180 criminosos mais procurados do país. Considerada uma das líderes do Comando Vermelho em Mato Grosso, Angeliquinha acumula 260 anos de condenação pelos mais diversos crimes, entre eles homicídios, e é reverenciada até nas favelas do Rio de Janeiro, onde a maioria dos fugitivos costuma se esconder.
- Angeliquinha fugiu da prisão em agosto do ano passado, aproveitando a falta de policiais e câmeras quebradas.
- Ela é acusada de mandar matar quatro pessoas em 2022, mesmo estando presa, o que lhe rendeu mais 99 anos de pena.
- Já foi presa em Goiás em 2017, mas foi solta por erro da Justiça e depois recapturada.
- A criminosa é uma das cinco mulheres na lista dos 180 mais procurados, sendo três de Mato Grosso.
- Ela é conhecida por vários apelidos e tem grande influência no Comando Vermelho, sendo temida dentro e fora da prisão.
O nome dela passou a constar no Programa Captura, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Nesta lista, composta por criminosos considerados foragidos em todo o Brasil, estão cinco mulheres, sendo três delas de Mato Grosso.
Desde 17 de agosto do ano passado, Angeliquinha e Jéssica Leal da Silva, conhecida como Arlequina, escaparam da penitenciária feminina. As reeducandas realizaram uma fuga quase cinematográfica e facilitada, segundo boletim de ocorrência, pela falta de efetivo de policiais penais e por câmeras estragadas no presídio.
Histórico de crimes e prisões
Em setembro de 2015, Angeliquinha foi alvo de uma operação da Polícia Civil de Alta Floresta, por conta de uma onda de crimes que vinha liderando na cidade. Por um erro no sistema, a criminosa foi posta em liberdade em março de 2017. A presa teve um alvará de soltura expedido pela Justiça dentro de um dos processos aos quais responde. Contudo, ela tinha outros mandados de prisão preventiva em vigor, o que impediria sua soltura.
Ela foi recapturada em junho de 2017, apontada como líder de uma quadrilha envolvida em roubos, tráfico de drogas e homicídios na cidade de Alta Floresta. A prisão de Angélica ocorreu na cidade de Rio Verde, no estado de Goiás, local em que mantinha uma casa supostamente destinada à prostituição.
Última condenação e fuga
Cinco meses antes de fugir da penitenciária feminina no ano passado, ela teve a última condenação, a 99 anos e 11 meses de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e integração em organização criminosa. Ela e outros 14 denunciados mataram Alan Rodrigues Pereira, 36, Caio Paulo da Silva, 31, Jefferson Vale Paulino, 27, e João Vitor da Silva, 19. Os crimes ocorreram em agosto de 2022. Ou seja, quando ela já estava presa.

Angélica Saraiva de Sá, a Angeliquinha





