Operação em presídio do Rio confisca 26 celulares e drogas da parede de cela

Polícia Presídio 04/09/2026 14:17 Redação Extra, Rio de Janeiro extra.globo.com Rio de Janeiro RJ

A Polícia Penal do Rio de Janeiro realizou buscas no Complexo de Gericinó e apreendeu 26 aparelhos escondidos em paredes, além de grande quantidade de entorpecentes. A ação faz parte da Operação Illicitus, que visa combater o crime organizado e desarticular a comunicação entre facções presas e pessoas em liberdade.

Buscas em presídio do Rio apreendem 26 celulares

A Polícia Penal encontrou 26 celulares escondidos nas paredes do Presídio Benjamin de Moraes, localizado no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A descoberta ocorreu durante uma fiscalização da Operação Illicitus, que tem como foco principal o combate ao crime organizado dentro do sistema prisional do estado. Além dos aparelhos de comunicação, os agentes de segurança apreenderam uma grande quantidade de drogas na mesma unidade durante a ação desta sexta-feira.

As investigações apontam que a presença de telefones celulares dentro dos presídios facilita a comunicação entre membros de facções criminosas que estão presos e aqueles que continuam em liberdade. Esta conexão ilegal permite a coordenação de atividades ilícitas fora das muralhas, o que torna a segurança em tempo real um desafio constante para as autoridades fluminenses.

  • Preso no Presídio Benjamin de Moraes, na zona oeste do Rio, a operação encontrou 26 celulares.
  • A grande quantidade de drogas também foi apreendida junto com os telefones.
  • A operação faz parte da Operação Illicitus, que visa desarticular o crime.
  • Além dos presos, a ação mira visitantes e até servidores penais suspeitos.
  • Desde agosto, foram retirados 623 aparelhos e mais de 8 kg de drogas.

Detalhes da Operação Illicitus

De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro, as buscas foram intensificadas a partir de agosto. A operação envolve o trabalho conjunto de diversas subsecretarias, incluindo Operacional, de Inteligência e a Corregedoria-Geral. O departamento busca garantir que as normas de segurança sejam cumpridas a rigor em todas as unidades prisionais.

Em comunicado, a secretaria, conhecida pela sigla Seppen, esclareceu que a Operação Illicitus não visa apenas os detentos. O foco inclui também os visitantes e, principalmente, policiais penais que estejam envolvidos em práticas ilegais. A intenção é prevenir e punir qualquer ação que facilite a prática de crimes dentro do presídio.

Os números da operação mostram o volume de contrabando enfrentado pelas autoridades. Desde que a intensificação das buscas começou, no mês de agosto, a polícia penal já tirou de circulação 623 telefones celulares de diversos presídios. Além disso, mais de oito quilos de drogas foram apreendidos no mesmo período.

Outro alvo do combate ao crime organizado

Na quinta-feira anterior à última fiscalização, outra unidade do mesmo complexo foi alvo de ação. O Presídio Jonas Lopes de Carvalho, conhecido como Bangu 4, recebeu a fiscalização da Seppen. Essa unidade é utilizada para abrigar presos ligados ao Terceiro Comando Puro, conhecida pelo nome TCP.

De acordo com os registros oficiais, também foram apreendidos 30 telefones celulares e uma grande quantidade de drogas no presídio Bangu 4. A ação demonstra a abrangência do combate ao contrabando de itens proibidos dentro das prisões fluminenses.

As autoridades reforçam que a continuidade das operações é essencial para reduzir o poder das facções criminosas. O objetivo final é garantir que os sistemas de comunicação externos não sejam usados para comandar ações de rua. Dessa forma, a segurança pública e a ordem dentro do sistema prisional fluminense são priorizadas.


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