Polícia Federal prende suspeitos de fraude em registro de armas no Rio de Janeiro

Polícia Operação 04/09/2026 09:28 Camille Barbosa, CNN Brasil cnnbrasil.com.br Rio de Janeiro RJ

A PF desencadeou a Operação Polaridade para combater um esquema que usava documentos falsos para liberar a compra de armas de fogo, inclusive de uso restrito, no Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Operação contra fraude em armas

A Polícia Federal (PF) iniciou na manhã desta sexta-feira (4) a Operação Polaridade. O objetivo da ação é desmontar um esquema de fraude. Os criminosos usavam documentos falsos para comprar e registrar armas de fogo. A lei permite que Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (conhecidos como CACs) tenham armas, desde que sigam regras rigorosas.

A operação cumpriu 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão. As ações aconteceram no Rio de Janeiro e em Vila Velha, no Espírito Santo. No Rio, os principais alvos foram as regiões de Campo Grande, Gardênia Azul e Inhoaíba. A polícia também agiu em Niterói, Duque de Caxias, Macaé, Volta Redonda, São João de Meriti, Maricá, Magé e Pinheiral.

  • A Operação Polaridade cumpriu 20 prisões e 26 buscas e apreensões no RJ e ES.
  • Um funcionário terceirizado é suspeito de aprovar pedidos ilegais na delegacia.
  • O esquema incluía armas de uso restrito, perigosas para a sociedade.
  • A PF investiga a possível ligação do grupo com organizações criminosas.
  • Os investigados respondem por crimes como corrupção e uso de documento falso.

Funcionário e documentos falsos

A investigação começou após a PF encontrar erros em processos analisados na Delegacia de Polícia Federal em Niterói. Os agentes descobriram que um funcionário terceirizado, que atuava no Núcleo de Armas, cometeu irregularidades. Ele teria aprovado pedidos de armas mesmo quando a documentação exigida não existia ou era falsa.

Entre as irregularidades encontradas, a polícia identificou o uso dos mesmos documentos por pessoas diferentes. Também foram apreendidos comprovantes de residência forjados e certificados técnicos com falhas. O grupo chegou a obter pedidos sem os documentos obrigatórios, incluindo modelos de armas de uso restrito, que não podem ser compradas por qualquer pessoa.

Ligação com o crime organizado

A polícia percebeu conexões entre alguns dos processos falsos e armas que já tinham sido apreendidas em ações anteriores. Agora, a PF foca em descobrir se esse esquema estava ligado a grupos de facções ou organizações criminosas. A autoridade busca localizar todos os envolvidos na rede de fraude.

Os suspeitos enfrentam acusações graves. Eles são investigados por organização criminosa, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo. A PF também verifica se informações falsas foram inseridas deliberadamente nos sistemas oficiais da Administração Pública para facilitar o crime.


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