Líder da facção criminosa Comando Vermelho em Mato Grosso, conhecido como 'Vergulino', foi detido na capital paraguaia utilizando documentos falsos. Apontado como cérebro de fraudes financeiras e tentativas de resgate de presos via túnel, ele mantinha vida pública ativa e exibicionista através de fotos com armas e com a criminosa Dayane Souza de Oliveira, a 'Baratinha'.
O líder da facção criminosa Comando Vermelho em Mato Grosso, João Batista Vieira dos Santos, usava identidades falsas e mantinha amizade com Dayane Souza de Oliveira, conhecida como Baratinha, que também é procurada. O criminoso, chamado de Vergulino, foi preso na quinta-feira (3) em Assunção, no Paraguai.
A captura ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva, após uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso. A ação contou com apoio da Draco, da Gerência de Polinter, da Polícia Nacional do Paraguai e da DEA (agência antidrogas dos Estados Unidos). O homem estava foragido e usava documentos falsos para burlar a Justiça.
- O preso é líder do Comando Vermelho em Mato Grosso e usava o nome falso de Raimundo Nonato.
- Ele foi capturado no Paraguai com apoio da polícia brasileira, paraguaia e da DEA dos EUA.
- O criminoso mantinha contas falsas no Instagram ostentando vida comum e luxo.
- Ele posava em fotos para a câmera com Dayane Baratinha, condenada a mais de 85 anos de prisão.
- João coordenava o esquema das raspadinhas e a tentativa de cavar túnel na penitenciária de Cuiabá.
Prática de fraudes e tráfico em Mato Grosso
Historicamente, o bandido já agia com esse método. Em fevereiro de 2023, ele foi encontrado em Pontes e Lacerda com um documento falso. Mais recentemente, em outubro de 2025, a polícia apreendeu quase duas toneladas de maconha em um terreno ligado a ele.
Apesar de ser procurado pela Justiça, o criminoso não parou postar fotos. Com ele foi encontrada uma identidade falsa em nome de Raimundo Nonato. As publicações mostravam atividades físicas, viagens e a rotina com a esposa.
Ostentação ao lado de criminosa condenada
Em fevereiro de 2026, a situação chamou atenção: os registros mostravam o bandido no Rio de Janeiro ao lado de uma mulher com cinco mandados de prisão. Essa mulher é Dayane, a Baratinha, condenada a mais de 85 anos de cadeia por diversos crimes.
O caso mais grave envolvendo a criminosa ocorreu em 2023, em Rondonópolis. Nela e seu grupo agiram com extrema violência contra a comunidade.
Sequestro e tentativa de execução em Rondonópolis
Saber mais sobre a atuação do grupo revela crueldade. No dia 22 de junho de 2023, pai e filho foram levados a uma casa no bairro Jardim Rui Barbosa. Eles foram mantidos cativos e sofriam agressões físicas.
O objetivo dos criminosos era descobrir a localização de outra pessoa. As vítimas negaram saber a resposta, mas continuaram apanhando.
Disciplina com base em tortura e morte
Além da agressão física diante das vítimas, os criminosos realizaram uma videochamada desde o cativeiro. A ligação era destinada à coordenação dentro do presídio.
A decisão foi tomada em tempo real: as duas vítimas seriam executadas no local de uma chácara. A tentativa de morte mostra a lógica da chamada disciplina da facção.
Histórico criminoso com roubo e túneis
A listagem de crimes não para por aí. O preso era suspeito de participar de roubos de bancos pelo Novo Cangaço. Em 2022, ele foi citado na construção de um túnel gigante.
O buraco, com 257 metros de extensão, começou em uma casa em Cuiabá. O objetivo era chegar até a Penitenciária Central do Estado.
A alegação de insanidade mental
O criminoso dizia ser incapaz de responder por seus atos. Ele apresentou laudos de incapacidade mental em processos na Justiça. Mas a Draco não acreditou nisso.
As provas mostravam que ele agia com plena consciência. Por isso, a polícia pediu a revisão dos laudos médicos. Ele comandava a facção de dentro do foragido.
Comunicação constante por videochamada
A coordenação do crime organizado não para. Mesmo preso ou foragido, o bandido usava internet para dar ordens. Ele cobrava resultados e exigia pagamentos.
Em caso de falha, a disciplina entrava em ação. É exatamente esse padrão que a investigação mapeou.
A administração do Raspa Brasil Nacional
O líder era o coordenador estadual das fraudes de raspadinha. Ele definia as regras de como o dinheiro entrava e saía. O sistema servia para lavar valores ilícitos.
Ele exigia relatórios detalhados. Cada bilhete distribuído e cada centavo arrecadado precisava ser contado e entregue conforme sua vontade.
Exigência por controle absoluto
Segundo as provas, o coordenador pedia planilhas. A lista trazia a quantidade de bilhetes e os valores. O percentual de repasse também era controlado.
Se alguma regra não fosse cumprida, a punição caía sobre o infrator. O esquema era mantido com ameaças constantes de morte.
Cooperação internacional
As medidas legais seguem adiante. Com a prisão no Paraguai, o governo brasileiro usará leis de cooperação para levá-lo ao país.
O objetivo final é o cumprimento da sentença. Ele responderá por todos os crimes praticados em Mato Grosso.

Folha Max






