Chefe do Comando Vermelho em MT é preso no Paraguai e ostentava luxo com mulher foragida em fotos nas redes sociais

Polícia Crime 04/09/2026 08:44 Amanda Divina / Folha Max folhamax.com Assunção PR

Líder da facção criminosa Comando Vermelho em Mato Grosso, conhecido como 'Vergulino', foi detido na capital paraguaia utilizando documentos falsos. Apontado como cérebro de fraudes financeiras e tentativas de resgate de presos via túnel, ele mantinha vida pública ativa e exibicionista através de fotos com armas e com a criminosa Dayane Souza de Oliveira, a 'Baratinha'.

O líder da facção criminosa Comando Vermelho em Mato Grosso, João Batista Vieira dos Santos, usava identidades falsas e mantinha amizade com Dayane Souza de Oliveira, conhecida como Baratinha, que também é procurada. O criminoso, chamado de Vergulino, foi preso na quinta-feira (3) em Assunção, no Paraguai.

A captura ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva, após uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso. A ação contou com apoio da Draco, da Gerência de Polinter, da Polícia Nacional do Paraguai e da DEA (agência antidrogas dos Estados Unidos). O homem estava foragido e usava documentos falsos para burlar a Justiça.

  • O preso é líder do Comando Vermelho em Mato Grosso e usava o nome falso de Raimundo Nonato.
  • Ele foi capturado no Paraguai com apoio da polícia brasileira, paraguaia e da DEA dos EUA.
  • O criminoso mantinha contas falsas no Instagram ostentando vida comum e luxo.
  • Ele posava em fotos para a câmera com Dayane Baratinha, condenada a mais de 85 anos de prisão.
  • João coordenava o esquema das raspadinhas e a tentativa de cavar túnel na penitenciária de Cuiabá.

Prática de fraudes e tráfico em Mato Grosso

Historicamente, o bandido já agia com esse método. Em fevereiro de 2023, ele foi encontrado em Pontes e Lacerda com um documento falso. Mais recentemente, em outubro de 2025, a polícia apreendeu quase duas toneladas de maconha em um terreno ligado a ele.

Apesar de ser procurado pela Justiça, o criminoso não parou postar fotos. Com ele foi encontrada uma identidade falsa em nome de Raimundo Nonato. As publicações mostravam atividades físicas, viagens e a rotina com a esposa.

Ostentação ao lado de criminosa condenada

Em fevereiro de 2026, a situação chamou atenção: os registros mostravam o bandido no Rio de Janeiro ao lado de uma mulher com cinco mandados de prisão. Essa mulher é Dayane, a Baratinha, condenada a mais de 85 anos de cadeia por diversos crimes.

O caso mais grave envolvendo a criminosa ocorreu em 2023, em Rondonópolis. Nela e seu grupo agiram com extrema violência contra a comunidade.

Sequestro e tentativa de execução em Rondonópolis

Saber mais sobre a atuação do grupo revela crueldade. No dia 22 de junho de 2023, pai e filho foram levados a uma casa no bairro Jardim Rui Barbosa. Eles foram mantidos cativos e sofriam agressões físicas.

O objetivo dos criminosos era descobrir a localização de outra pessoa. As vítimas negaram saber a resposta, mas continuaram apanhando.

Disciplina com base em tortura e morte

Além da agressão física diante das vítimas, os criminosos realizaram uma videochamada desde o cativeiro. A ligação era destinada à coordenação dentro do presídio.

A decisão foi tomada em tempo real: as duas vítimas seriam executadas no local de uma chácara. A tentativa de morte mostra a lógica da chamada disciplina da facção.

Histórico criminoso com roubo e túneis

A listagem de crimes não para por aí. O preso era suspeito de participar de roubos de bancos pelo Novo Cangaço. Em 2022, ele foi citado na construção de um túnel gigante.

O buraco, com 257 metros de extensão, começou em uma casa em Cuiabá. O objetivo era chegar até a Penitenciária Central do Estado.

A alegação de insanidade mental

O criminoso dizia ser incapaz de responder por seus atos. Ele apresentou laudos de incapacidade mental em processos na Justiça. Mas a Draco não acreditou nisso.

As provas mostravam que ele agia com plena consciência. Por isso, a polícia pediu a revisão dos laudos médicos. Ele comandava a facção de dentro do foragido.

Comunicação constante por videochamada

A coordenação do crime organizado não para. Mesmo preso ou foragido, o bandido usava internet para dar ordens. Ele cobrava resultados e exigia pagamentos.

Em caso de falha, a disciplina entrava em ação. É exatamente esse padrão que a investigação mapeou.

A administração do Raspa Brasil Nacional

O líder era o coordenador estadual das fraudes de raspadinha. Ele definia as regras de como o dinheiro entrava e saía. O sistema servia para lavar valores ilícitos.

Ele exigia relatórios detalhados. Cada bilhete distribuído e cada centavo arrecadado precisava ser contado e entregue conforme sua vontade.

Exigência por controle absoluto

Segundo as provas, o coordenador pedia planilhas. A lista trazia a quantidade de bilhetes e os valores. O percentual de repasse também era controlado.

Se alguma regra não fosse cumprida, a punição caía sobre o infrator. O esquema era mantido com ameaças constantes de morte.

Cooperação internacional

As medidas legais seguem adiante. Com a prisão no Paraguai, o governo brasileiro usará leis de cooperação para levá-lo ao país.

O objetivo final é o cumprimento da sentença. Ele responderá por todos os crimes praticados em Mato Grosso.


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