Polícia investiga fraude em licitações em três cidades de Mato Grosso. Sete mandados de busca foram cumpridos.
Uma operação da Polícia Civil investiga um esquema de fraudes em licitações e contratos públicos em cidades do Araguaia, em Mato Grosso. A suspeita é de uso de empresas de fachada, direcionamento de processos, contratações irregulares, falsificação de documentos e pagamento de preços acima do mercado.
Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Ribeirão Cascalheira (MT), Luciara (MT) e Novo Santo Antônio (MT). As ordens saíram da Justiça depois de pedido da Delegacia de Ribeirão Cascalheira, que cuida da investigação.
- A polícia cumpre 7 mandados de busca em três cidades de Mato Grosso.
- A suspeita é de empresas de fachada e contratos direcionados.
- Os contratos são principalmente de eventos, som, iluminação e geradores.
- Uma empresa investigada recebeu R$ 2,38 milhões da Prefeitura de Luciara em 2025.
- Seis empresas e seus representantes estão proibidos de participar de licitações.
Os policiais estiveram em quatro endereços em Ribeirão Cascalheira, dois em Luciara e um em Novo Santo Antônio. Os locais são ligados a pessoas e empresas investigadas.
A operação também determinou medidas cautelares contra seis empresas e seus representantes. Eles não podem participar de licitações ou contratar com o poder público, inclusive por meio de terceiros.
Como a investigação começou
A apuração começou após pedido do Ministério Público e cresceu com denúncias recebidas pela polícia. Os investigadores analisaram contratos, processos de licitação, documentos de empresas, dados fiscais e informações dos Portais da Transparência.
Segundo a investigação, empresas registradas em nome de terceiros podem ter sido usadas para esconder quem estava por trás dos negócios. Também há indícios de combinação entre empresas para interferir na concorrência das licitações. Outro ponto é a divisão de despesas em valores menores para evitar regras mais rígidas.
Os contratos analisados envolvem principalmente serviços de eventos, como shows, montagem de estruturas, som, iluminação e geradores. Empresas ligadas ao grupo aparecem repetidamente em contratos de diferentes prefeituras.
Os municípios de Mato Grosso na mira são: Ribeirão Cascalheira, Novo Santo Antônio, Luciara, Porto Alegre do Norte, Tesouro, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, Alto Boa Vista, Canabrava do Norte e Santa Cruz do Xingu.
Um caso analisado mostra que uma empresa recebeu R$ 2,38 milhões da Prefeitura de Luciara somente em 2025, segundo o Portal da Transparência.
A polícia também identificou uma sequência de contratações diretas, sem licitação, em períodos próximos, relacionadas a eventos, apresentações musicais e locação de estruturas.
Os investigadores vão analisar celulares, computadores, documentos, contratos, processos licitatórios, procurações e outros materiais apreendidos. Dados de aparelhos podem passar por perícia com autorização judicial.
A investigação continua para esclarecer o papel de cada suspeito, verificar se outras pessoas participaram e identificar novos crimes ou patrimônio ligado às irregularidades.

Sete mandados de busca foram cumpridos em três cidades; investigação aponta empresas de fachada, direcionamento de contratos e possível sobrepreço Foto: Reprodução





