Pai usa ChatGPT para planejar morte do próprio filho de 8 anos e é preso

Polícia Crime 26/06/2026 19:50 Redação - Bahia Notícias bahianoticias.com.br

Um agricultor de 36 anos foi preso no Espírito Santo por planejar o assassinato do filho de 8 anos com ajuda do ChatGPT. A motivação seria financeira, para não pagar pensão alimentícia. A OpenAI, empresa do ChatGPT, alertou o FBI, que repassou as informações para a polícia brasileira.

Um agricultor de 36 anos foi preso de forma preventiva no município de São Gabriel da Palha, no Espírito Santo, sob a acusação de planejar o assassinato de seu filho de 8 anos. De acordo com as investigações da Polícia Civil, o suspeito usava o ChatGPT, uma inteligência artificial, como um diário para planejar cada passo do crime.

A motivação seria financeira: evitar o pagamento de pensão alimentícia à ex-companheira. A captura do investigado ocorreu na última sexta-feira (19), um dia antes da data em que ele pretendia cometer o crime.

  • O pai usou o ChatGPT para criar um plano detalhado de assassinato do filho.
  • Ele tentou contratar um pistoleiro por R$ 50 mil, mas o criminoso recusou ao saber que a vítima era uma criança.
  • A OpenAI, empresa do ChatGPT, alertou o FBI, que então informou a polícia brasileira.
  • O suspeito também pesquisou venenos e substâncias tóxicas para matar.
  • Em mensagens, ele disse que queria matar policiais e que gostava de ver pessoas sofrerem.

Como o crime foi descoberto

A polícia descobriu o plano após um alerta da OpenAI, a empresa que desenvolveu o ChatGPT. A inteligência artificial identificou conversas suspeitas e avisou o FBI, a polícia federal dos Estados Unidos. O FBI então passou a informação para as autoridades brasileiras, que começaram a investigar.

O que dizem as mensagens

Nas conversas, o agricultor contou ao ChatGPT que tentou contratar um pistoleiro por R$ 50 mil para matar o próprio filho. O criminoso contratado desistiu do serviço ao saber que a vítima era uma criança de apenas 8 anos.

Além disso, o histórico de pesquisa do suspeito mostra que ele procurou informações sobre venenos, substâncias tóxicas e como esses compostos agem no corpo humano.

As mensagens também mostram um comportamento violento. Em um trecho, ele escreveu: "Essa semana pensei em pegar a arma e matar uns dois policiais perto do batalhão". Em outra mensagem, completou: "Queria saber de onde vem essa vontade de matar as pessoas. Eu gosto de ver outra pessoa sofrer".

O que disse o suspeito

O agricultor admitiu ter feito as pesquisas, mas negou que tivesse a intenção de matar o filho. Porém, o delegado Breno Andrade, da Delegacia de Crimes Cibernéticos, afirmou que a negativa não muda as evidências. "Ele confessou as pesquisas, mas negou a intenção. O fato de negar não faz diferença. O que importa é a prova técnica, e ela mostra que ele fez essas pesquisas e tinha essa ideia. Agora vamos comparar esse material com a perícia feita no celular dele", disse o delegado.


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