Um cantor que estava foragido há quatro meses foi preso pela Polícia Civil de São Paulo. Ele é suspeito de participar de um esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma organização criminosa. A prisão aconteceu em Paranapanema, no interior do estado.
A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quinta-feira (25) um cantor que estava foragido há quatro meses. A captura aconteceu em Paranapanema, no interior de São Paulo. Ele é investigado por lavagem de dinheiro ligado a uma organização criminosa.
A ação foi coordenada pela 1ª Delegacia de Capturas do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope). Os policiais descobriram que o foragido estava escondido em um condomínio no interior do estado.
- O cantor estava foragido desde fevereiro, quando a polícia fez uma operação contra o grupo criminoso.
- Ele é acusado de participar de um esquema que usava golpes digitais para roubar dinheiro das vítimas.
- A polícia descobriu que o cantor estava escondido em um condomínio em Paranapanema, no interior de São Paulo.
- A investigação encontrou 36 imóveis, carros, barcos, joias e dinheiro vivo ligados ao grupo.
- O grupo usava 'laranjas' e empresas de fachada para esconder o dinheiro roubado.
Após o monitoramento, as equipes localizaram o cantor e deram cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. O homem foi conduzido a 1ª Delegacia de Capturas do Dope, onde permanece à disposição da Justiça.
Operação Fim da Fábula
O cantor foi alvo da operação da Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público que foi deflagrada em fevereiro deste ano. A ação mirou uma associação criminosa especializada em golpes digitais, entre as fraudes investigadas estão golpes do INSS, do falso advogado e da chamada 'mão fantasma', modalidade em que criminosos obtêm acesso remoto a dispositivos das vítimas para realizar movimentações bancárias indevidas.
De acordo com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o bando adotava o modelo conhecido como 'lavagem em camadas', com sucessivas transferências de recursos entre familiares, empresas de fachada e contas de terceiros para dificultar o rastreamento do dinheiro.
Na época, o Ministério Público identificou ao menos 36 imóveis ligados aos investigados, inclusive registrados em nome de 'laranjas', além de centenas de veículos, embarcações, joias e valores em espécie. Parte desses bens foi apreendida durante a operação.

Foto: Divulgado/Governo de São Paulo





