O governo brasileiro enviou neste sábado (4/7) cerca de seis toneladas de ajuda humanitária à Venezuela, que ainda sofre com as consequências dos terremotos registrados em 24 de junho. A carga inclui vacinas, medicamentos, insumos de saúde e equipamentos laboratoriais para ajudar as áreas mais afetadas. O voo partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) às 18h, em uma operação coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC). Os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 deixaram quase 3 mil mortos e mais de 16 mil feridos, com danos que podem atingir até 60 mil edifícios.
O governo brasileiro enviou neste sábado (4/7) cerca de seis toneladas de ajuda humanitária à Venezuela, país que ainda enfrenta as consequências dos terremotos registrados em 24 de junho. A carga reúne vacinas, medicamentos, insumos de saúde e equipamentos laboratoriais destinados às áreas afetadas pelos tremores.
- O Brasil enviou 250 mil doses de vacina antirrábica canina e 100 mil doses contra febre amarela.
- Medicamentos doados pelo laboratório Eurofarma e equipamentos do Hospital de Campanha da Marinha estão na carga.
- Os terremotos tiveram magnitudes 7,2 e 7,5, com menos de um minuto de intervalo.
- Quase 3 mil pessoas morreram e mais de 16 mil ficaram feridas.
- Dois brasileiros estão entre as vítimas: Vanessa Zacarias da Silva e Romildo Batista de Lima.
O carregamento partiu às 18h do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), em um voo da companhia aérea Gol. A operação foi coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
A remessa é composta por doações do Ministério da Saúde, do laboratório Eurofarma e da Marinha do Brasil. Entre os itens enviados estão:
250 mil doses de vacina antirrábica canina;
100 mil doses de vacina contra a febre amarela;
medicamentos doados pelo laboratório Eurofarma;
17 volumes com equipamentos e materiais laboratoriais destinados ao Hospital de Campanha da Marinha do Brasil em operação em La Guaira, na Venezuela.
Segundo o governo brasileiro, as vacinas são transportadas em temperatura controlada para garantir a qualidade e a eficácia dos imunizantes. O Itamaraty informou ainda que as doses enviadas não comprometem os estoques nacionais e destacou que a manutenção da vacinação durante desastres contribui para prevenir a disseminação de doenças e reduzir o risco de óbitos.
Quase 3 mil mortos
Os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 ocorreram com menos de um minuto de intervalo e atingiram principalmente La Guaira e a capital, Caracas.
De acordo com o balanço mais recente divulgado pelo governo venezuelano, 2.954 pessoas morreram e 16.592 ficaram feridas. As buscas por sobreviventes entraram no 11º dia, com 6.462 resgates realizados até o momento.
O governo também informou que 16.309 pessoas foram afetadas diretamente, 83.793 famílias receberam assistência e 856 edifícios foram atingidos, dos quais 190 desabaram completamente.
Imagens analisadas pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA), porém, apontam que os danos podem ser muito maiores. A estimativa é de que quase 60 mil edifícios tenham sofrido algum tipo de avaria.
Entre as vítimas estão os brasileiros Vanessa Zacarias da Silva, de 44 anos, e Romildo Batista de Lima, de 69. O Ministério das Relações Exteriores informou que prestou assistência consular às famílias.
As operações de resgate continuam com apoio de especialistas de mais de 30 países. Segundo o governo venezuelano, 3.281 socorristas internacionais, entre eles brasileiros, participam dos trabalhos.

Imagem dos terremotos na Venezuela





