Jacaré ataca sucuri no Pantanal e cobra revida se enrolando no focinho do predador

Geral Animais 04/09/2026 14:24 Haillyn Heiviny, Primeira Página primeirapagina.com.br

Uma sucuri foi capturada por um jacaré no Pantanal de Mato Grosso, mas ela se enrolou no focinho do animal para se defender, impedindo que ele a matasse. O flagrante foi feito pelo guia Paulo Boute, que ficou surpreso com a cena incomum.

Por alguns instantes, a cena deixa uma dúvida: afinal, quem está atacando quem Uma sucuri foi vista enrolada no focinho de um jacaré depois de ter sido capturada pelo animal no Pantanal de Mato Grosso. O flagrante foi feito nesta terça-feira (1º) pelo guia de turismo Paulo Boute, em um trecho perto do Rio Piquiri, na região do Parque Estadual Encontro das Águas.

Nas imagens, o jacaré aparece na água carregando a sucuri perto da boca. A cobra, porém, não fica parada: ela enrola parte do corpo no focinho do predador e mantém a cabeça erguida acima da água.

  • A sucuri se enrolou no focinho do jacaré para evitar ser mordida.
  • O caso aconteceu perto do Rio Piquiri, no Pantanal de Mato Grosso.
  • O guia Paulo Boute, com mais de 40 anos de experiência, nunca tinha visto algo assim.
  • A cabeça da cobra ficou erguida como um periscópio.
  • O jacaré não conseguiu matar a sucuri imediatamente por causa do enrolamento.

A reação da cobra criou uma cena incomum. Segundo Boute, o jacaré não conseguiu matar a sucuri logo depois de capturá-la porque ela se enrolou na boca dele.

"A sucuri se enrolou em volta da boca dele, evitando que ele continuasse mordendo. A cabeça dela ficou para cima, como um telescópio em um submarino", contou.

Guia experiente nunca viu nada parecido

O flagrante chamou a atenção até de quem acompanha a fauna do Pantanal há mais de 40 anos.

Boute trabalha como guia na região desde 1982, quando começou a levar turistas nos fins de semana, feriados e férias enquanto estudava Agronomia.

Mesmo depois de tantos anos observando animais no Pantanal, ele afirma que nunca tinha presenciado uma briga parecida entre um jacaré e uma sucuri. "Foi uma cena que eu não imaginava ver e que me surpreendeu muito", afirmou.

Em entrevista ao Primeira Página nesta sexta-feira (4), Boute contou que o flagrante o surpreendeu mesmo depois de mais de 40 anos trabalhando no Pantanal. Segundo ele, o jacaré conseguiu capturar a sucuri, mas a serpente reagiu ao se enrolar ao redor da boca do predador, dificultando novas mordidas.

O guia também explicou que a cabeça da cobra permaneceu erguida acima da água enquanto ela estava presa ao jacaré, formando uma das cenas mais incomuns que ele já presenciou na região.

Para o guia, situações como essa mostram como os encontros com a fauna podem fugir completamente do esperado.

Ele compara os passeios pela natureza a uma pescaria: é possível sair sem saber se será um dia comum ou se, de repente, aparecerá uma cena que nunca havia sido registrada pelos próprios observadores.

Onde aconteceu o ataque

O encontro entre a sucuri e o jacaré ocorreu pouco acima do Rio Piquiri, próximo ao ponto onde ele encontra o Rio Cuiabá.

Segundo Boute, quem segue pelo Rio Cuiabá a partir de Porto Jofre chega a uma região onde a diferença entre os dois cursos d'água pode ser percebida pela aparência da água. O Piquiri costuma apresentar água mais clara, enquanto o Cuiabá tem aspecto mais barrento.

É também nessa área que começa uma região com grande concentração de animais.

De acordo com o guia, os barrancos mais baixos permitem que jacarés subam com facilidade para as margens. As cheias também dificultam o crescimento de árvores em determinados trechos, favorecendo áreas de capim utilizadas pelas capivaras.

Com jacarés e capivaras concentrados próximos à água, a região também se torna um dos pontos com maior presença de onças-pintadas.

Foi nesse cenário de intensa movimentação da fauna que Boute acabou encontrando uma interação que, mesmo depois de mais de 40 anos no Pantanal, ainda conseguiu surpreendê-lo: uma sucuri capturada por um jacaré, mas enrolada justamente no focinho do próprio predador.


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