Conmebol aplicou multa de R$ 515 mil ao Rosario Central por ofensas racistas contra o goleiro Hugo Souza, do Corinthians, durante a fase de oitavas da Libertadores; clube também terá de cumprir medidas educativas.
A Conmebol puniu o Rosario Central, da Argentina, com uma multa de US$ 100 mil, o equivalente a R$ 515 mil, por causa de ataques racistas contra o goleiro Hugo Souza, do Corinthians. Os insultos ocorreram durante a partida de ida das oitavas de final da Libertadores 2022.
Segundo o jogador, ele ouviu termos como "macaco", "mono" e "negro de merda" durante toda a partida. O goleiro lamentou a repetição do problema e chegou a avisar o árbitro, que ativou o protocolo antirracismo, mas o jogo não foi interrompido. Como o Corinthians venceu o retorno, o time argentino não cumprirá a punição educativa na competição continental do ano seguinte.
Resumo da situação
- Multa de R$ 515 mil ao Rosario Central por racismo.
- Hugo Souza ouviu xingamentos ao longo de todo o jogo.
- Protocolo antirracismo foi acionado, mas o jogo seguiu.
- Clube argentino também foi punido por atraso e uso de sinalizadores.
- Corinthians avançou para as quartas de final e ficou à frente no confronto.
A comissão disciplinar da Conmebol exige ainda que o Rosario Central adote medidas educativas em seu próximo jogo como mandante em torneio sul-americano, exibindo a frase "Respeito é essencial" em cartaz e no telão. Como o time não avançou à próxima fase da Libertadores, a pena não será cumprida na competição continental de 2023.
Outras penalidades
Além da punição por racismo, o clube e seu técnico, Jorge Almirón, foram multados por atraso no início da partida, o que somou R$ 422 mil entre clube e técnico. Também houve punição pelo uso de sinalizadores e arremesso de objetos no gramado, totalizando mais quase R$ 66 mil em multas.
Com todas as penalidades, o custo total ao Rosario Central é superior a R$ 1 milhão em multas, demonstrando o rigor da Conmebol no combate à discriminação no futebol sul-americano.

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