Jovem de 14 anos liderava grupo que levou menina à morte pela internet

Geral Internet 05/08/2026 14:21 Ingrid Rocha e Mariane Chianezi primeirapagina.com.br

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul revelou que um adolescente de apenas 14 anos era o líder de uma quadrilha virtual que manipulava crianças e adolescentes, o que resultou na morte de uma menina de 13 anos em Naviraí. A operação, chamada Lívia, prendeu cinco suspeitos e investiga o crime que foi transmitido ao vivo online.

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul revelou que um grupo criminoso que atuava pela internet e era liderado por um adolescente de apenas 14 anos, foi responsável pela morte de uma menina de 13 anos em Naviraí. A vítima foi induzida ao suicídio pelos integrantes, que a ameaçaram e a obrigaram a cometer o ato, transmitido ao vivo online.

As denúncias vieram à tona durante a Operação Lívia, que foi divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Justiça. A polícia descobriu que o grupo atraía crianças e adolescentes vulneráveis pelas redes sociais, submetendo-os a desafios perigosos e conteúdos extremos.

  • Líder do grupo era um garoto de 14 anos.
  • Quatro menores de 13 a 17 anos foram apreendidos.
  • Um adulto de 18 anos também foi preso.
  • O crime foi transmitido ao vivo pela internet.
  • A plataforma usada não foi bloqueada pela justiça.

Além da vítima em Naviraí, as investigações revelaram que o grupo planejava outros ataques. A operação aconteceu nos estados de Mato Grosso do Sul, Ceará, Minas Gerais, Pará e Rio de Janeiro.

O secretário nacional de Direitos Digitais, João Brant Barreto, lamentou que a plataforma usada pelo grupo não tenha sido bloqueada e que ações mais rígidas de fiscalização por parte da empresa poderiam ter evitado a tragédia.

Como buscar ajuda

Para quem precisa de apoio emocional, o CVV atende gratuitamente pelo telefone 188, em todo o Brasil. O site Mapa da Saúde Mental ajuda a encontrar serviços gratuitos ou de baixo custo. O SUS oferece os CAPS para atendimento sem agendamento. Além disso, instituições como o Instituto Vita Alere e a Rede Pode Falar (para jovens de 13 a 24 anos) também oferecem suporte.


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