Nove pessoas presas por suspeita de fraudar a compra de livros com dinheiro público em Mato Grosso do Sul tiveram a liberdade negada pela Justiça. O grupo é investigado pela Operação Gutenberg, que apura um esquema de corrupção.
Nove pessoas que foram presas por suspeita de fraudar R$ 27 milhões na compra de livros em Mato Grosso do Sul passaram por audiência de custódia na manhã desta quarta-feira (8), em Campo Grande, e a Justiça decidiu que elas vão continuar presas. No total, 12 pessoas foram detidas na Operação Gutenberg, que investiga o esquema criminoso.
- A Justiça negou a liberdade de nove suspeitos presos na Operação Gutenberg.
- O grupo é acusado de desviar R$ 27 milhões de dinheiro público na compra de livros.
- Entre os presos estão um ex-prefeito, uma médica, advogados e empresários.
- A investigação aponta que servidores da saúde obrigavam pacientes a comprar livros para conseguir exames e cirurgias.
- Três suspeitos ainda não passaram por audiência de custódia, que deve ocorrer na quinta-feira (9).
Os suspeitos que continuam presos são:
- Paulo Rogério de Melo
- Douglas Henrique de Melo
- Francisco Anizio dos Santos
- Matheus Oliveira Peixoto
- Felipe Paroschi Jafar
- Olívia Paroschi Jafar
- Ed Carlo Britto Burgatt
- Gabriel Taquino de Paula
- Joatan Gomes Peixoto
Os investigados Jéssyca Duarte Burgatt, Rossana Paroschi Jafar e Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior não estavam previstos no sistema do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) para passar por audiência de custódia. A previsão é de que a audiência dos três deve ocorrer na quinta-feira (9).
O que dizem as defesas
A defesa de Francisco Anizio dos Santos, Ed Carlo Britto Burgatt, Gabriel Taquino de Paula, Matheus Oliveira Peixoto e Joatan Gomes Peixoto disse que ainda não teve acesso aos autos do processo.
A reportagem não localizou as defesas de Paulo Rogério de Melo, Douglas Henrique de Melo, Felipe Paroschi Jafar, Olívia Paroschi Jafar, Jéssyca Duarte Burgatt e Rossana Paroschi Jafar até a última atualização desta reportagem.
A defesa de Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior não respondeu aos questionamentos enviados.
A investigação
Os suspeitos foram presos pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (Gaeco/MPMS) nessa terça-feira (7).
Segundo a investigação, servidores da área da saúde exigiam que pacientes comprassem livros vendidos pelo grupo criminoso para conseguir autorização de exames, cirurgias e vagas em hospitais da rede estadual.
De acordo com a investigação, o grupo é suspeito de fraudar contratos públicos para comprar livros e movimentou mais de R$ 27 milhões em recursos públicos. Entre os investigados presos estão um ex-prefeito, uma médica, advogados, empresários, servidores públicos e familiares.

Dinheiro apreendido com um dos alvos da ação (Foto: MPMS)






