Lateral esquerdo é elogiado por fazer o simples com excelência e vem se firmando como titular do técnico Carlo Ancelotti na Copa do Mundo. Campeão olímpico em 2016 com Neymar e Marquinhos, ele quer usar essa vivência para ajudar a seleção brasileira a buscar o sexto título mundial.
O lateral esquerdo Douglas Santos é um dos três jogadores da seleção brasileira convocados para a Copa do Mundo que fizeram parte do time que ganhou a medalha de ouro nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Naquela época, a conquista foi inédita e contou também com o zagueiro Marquinhos e o atacante Neymar.
Douglas Santos, hoje jogador do Zenit, da Rússia, traz essa experiência para ajudar o Brasil na busca pelo hexa, o sexto título mundial.
- Douglas Santos é um dos três jogadores da seleção que foram campeões olímpicos em 2016, no Rio de Janeiro.
- Ele ficou nove anos sem ser chamado para a seleção principal, desde 2015, até voltar em 2025.
- O lateral é elogiado por fazer o simples com excelência, o chamado feijão com arroz bem temperado.
- Ele tem uma boa parceria com o atacante Vinícius Júnior, que também joga pelo lado esquerdo do campo.
- O Brasil enfrenta a Noruega neste domingo, 5 de julho, às 17h, horário de Brasília, pelas oitavas de final da Copa.
"Sentimos o peso, ainda mais jogando no Brasil. Sabíamos da responsabilidade e da vontade de todo brasileiro, que era conquistar a Olimpíada. Não é diferente hoje. Estamos focados", disse Douglas Santos.
"A Copa do Mundo seria um feito inesquecível para todos. Estamos trazendo a vivência daquela Olimpíada, sabendo que temos muito a entregar ainda", acrescentou, em entrevista coletiva nesta sexta-feira, 3 de julho, no hotel The Ridge, onde a delegação está hospedada em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A volta por cima
Aquela temporada, aliás, marcou a estreia do lateral pela seleção principal, em um amistoso contra o Panamá. Ele já havia sido convocado antes, em 2013 e 2015, mas não saiu do banco de reservas. Foram nove anos de espera até receber uma nova chance com a camisa da seleção, em 2025, que foi decisiva para ele cair nas graças do técnico Carlo Ancelotti.
Disputa pela vaga de titular
Na disputa pela vaga de titular na Copa do Mundo, Douglas Santos superou a concorrência com o experiente Alex Sandro, que está no terceiro Mundial da carreira. O lateral, de 32 anos, vem sendo elogiado pelas atuações regulares, o famoso feijão com arroz, e pela parceria com o atacante Vinícius Júnior, que também atua pelo lado esquerdo.
"Eu preciso ter uma boa leitura quando o Vini pega a bola, saber o momento certo de fazer a ultrapassagem para gerar opção no ataque e estar vigilante para, se o Vini perder a bola, poder recuperar e a equipe adversária não ter uma saída rápida para o ataque. Tenho falado muito com o mister Ancelotti para estar atento a essas situações", descreveu o camisa 16.
"Acho que esse feijão com arroz bem temperado que todo mundo está falando é fazer o simples com excelência. Eu me preparei muito para chegar à seleção brasileira depois de nove anos. Não queria perder essa oportunidade e estou fazendo tudo que o mister vem pedindo. Vou continuar dando meu melhor para que esse feijão com arroz bem temperado possa continuar alegrando todo torcedor brasileiro", completou.
Próximo jogo e motivação
Neste domingo, 5 de julho, às 17h, horário de Brasília, o Brasil decide uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo contra a Noruega, em Nova Jersey. Em meio à euforia com a vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, na terça-feira, 30 de junho, o técnico norueguês, Stale Solbakken, encerrou a fala aos jogadores dizendo para Ancelotti "esperar", que eles estavam "chegando".
Depois, o treinador disse que não era uma provocação. Douglas Santos, porém, admitiu que o discurso serviu de motivação para o elenco, lembrando a declaração do atacante japonês Kento Shiogai, de que o Brasil "não era como antigamente", dias antes de a seleção brasileira vencer o Japão por 2 a 1 na segunda-feira, 29 de junho, em Houston, e se classificar para as oitavas de final.
"Vocês, jornalistas, viram a vontade e a garra que estávamos, mesmo depois de tomarmos o gol. Continuamos focados, jogando com paciência. Graças a Deus, respondemos jogando futebol", finalizou o lateral, que joga no Zenit.

Rafael Ribeiro/CBF





