Brasileirão bate recorde de jogadores na Copa do Mundo de 2026

Esporte Recorde 01/06/2026 16:40 Da CNN Brasil cnnbrasil.com.br

O Campeonato Brasileiro terá um recorde histórico de jogadores convocados para a Copa do Mundo de 2026, com 32 atletas representando diferentes seleções. Flamengo e Palmeiras são os clubes com mais convocados. A notícia explica quem são esses jogadores, de quais países eles são e por que o Brasil se tornou um destino tão importante para jogadores sul-americanos.

O Campeonato Brasileiro vai ter um número recorde de jogadores convocados para a Copa do Mundo de 2026. No total, serão 32 atletas representando suas seleções na competição. Isso inclui os sete jogadores que vão defender a seleção brasileira e que jogam no Brasil.

Antes, o maior número de jogadores do Brasileirão em uma Copa era de 1974, com 27 atletas. Depois vinha 1986, com 25 jogadores.

  • Recorde antigo: Em 1974, o Brasileirão tinha 27 jogadores convocados. Agora, em 2026, esse número subiu para 32.
  • Queda recente: Nas últimas cinco Copas, o número de convocados do Brasileirão era bem menor. Em 2010, só 6 jogadores foram chamados.
  • Flamengo é o líder: O Flamengo cedeu 9 jogadores para a Copa, de quatro países diferentes: Brasil, Uruguai, Colômbia e Equador.
  • Palmeiras perto: O Palmeiras vem logo atrás, com 7 convocados de Colômbia, Argentina, Uruguai e Paraguai.
  • Brasil vira 'liga inglesa' da América do Sul: O Brasileirão atrai muitos jogadores de outros países da América do Sul, como Uruguai, Paraguai e Colômbia, que se adaptam rápido e são vendidos para o exterior.

Nas últimas cinco edições de Copa, os números foram bem mais baixos. Em 2022, apenas sete atletas que jogavam no Brasileirão foram chamados; em 2018, nove; em 2014, 11. O número mais baixo da história foi em 2010, com apenas seis, e em 2006, foram sete.

Os números foram levantados pelo DataFut e mostram que, nos anos em que o Brasil foi campeão mundial, o número mais alto foi em 1958, 1962 e 1970, todos com 22 atletas atuando no país. É verdade que, nesses períodos, o número de profissionais brasileiros jogando em outros países era muito menor. Em 1994, foram 11 jogadores, e em 2002, 15.

Os convocados do Brasileirão

Entre os 32 convocados para a Copa que atuam no Brasileirão, sete vão representar a Seleção Brasileira. São eles: Weverton, Danilo, Léo Pereira, Alex Sandro, Lucas Paquetá, Danilo Santos e Neymar.

Apenas um dos convocados que atuam no Brasileirão é europeu: o atacante Memphis Depay, que foi selecionado pela Holanda.

Os outros 24 atletas são sul-americanos. Uruguai e Paraguai são os países com mais representantes, com sete cada. Do Equador, serão cinco; da Colômbia, quatro; e da Argentina, apenas um: Flaco López, do Palmeiras.

Flamengo e Palmeiras com mais convocados

O Flamengo é o time brasileiro que mais teve convocados para a Copa de 2026, com nove jogadores cedidos para países diferentes: quatro para o Brasil, três para o Uruguai, um para a Colômbia e um para o Equador.

O Palmeiras vem logo em seguida, com sete convocados de Colômbia, Argentina, Uruguai e Paraguai. O Atlético-MG vai ceder quatro atletas para o Mundial, enquanto Inter e Grêmio tiveram dois selecionados cada.

Athletico-PR, Santos, Vasco, Corinthians, Fluminense, São Paulo, Red Bull Bragantino e Botafogo também tiveram convocados.

Brasil: destino de sul-americanos

O alto número de atletas sul-americanos convocados coincide com o número de estrangeiros atuando na Série A do Campeonato Brasileiro, um total de 158.

Outro dado que chama a atenção é que, depois de cinco anos, o número de atletas vindos da Colômbia aumentou bastante, chegando a ser o maior dos últimos anos, com 26 atletas atuando na elite nacional, próximo aos uruguaios, com 30, segundo o Transfermarkt.

Para Renato Martinez, vice-presidente da Roc Nation Sports, empresa de entretenimento norte-americana comandada pelo cantor Jay-Z, que gerencia a carreira de centenas de atletas, o aumento de atletas colombianos tem explicação na semelhança cultural entre os países.

"A Colômbia é o país mais parecido com o Brasil no continente. Sua mistura de raças, a presença de diferentes climas e relevos, e vários aspectos culturais, que fazem do seu campeonato, o mais parecido com o nosso, com vários clubes se alternando na conquista do título. É natural e deveria ser constante a presença relevante de colombianos no nosso campeonato", explicou.

Assim como nas últimas temporadas, o número de argentinos segue em evidência, este ano com 47 no total (29,4%). Fica abaixo das duas últimas temporadas, com 52 em 2025, e 48 em 2024. Na sequência desses três países, aparecem Paraguai, com 11, Equador, com 10, e Venezuela e Portugal, com 4.

Dado Cavalcanti, gestor técnico do Squadra Sports, vê um Brasil com mercado mais estruturado para receber esses estrangeiros, o que reflete diretamente no aumento dos números.

"Hoje, há um mapeamento muito mais estratégico por parte dos clubes, que enxergam na América do Sul um celeiro de talentos com rápida adaptação ao nosso contexto competitivo. Esse movimento precisa estar sempre alinhado a critérios claros de desempenho, perfil e potencial de valorização, para que a vinda de atletas de fora não seja apenas uma reposição, mas um ganho real de competitividade e ativo para o clube", analisou.

Entre os atletas com maior destaque, de acordo com o Transfermarkt, aparecem o argentino Flaco López, do Palmeiras, com valor de mercado de 22 milhões de euros, seguido pelo uruguaio Arrascaeta, do Flamengo, e o colombiano Jonh Árias, do Palmeiras, avaliados em 15 milhões de euros cada um.

Marcos Casseb, sócio da Roc Nation Sports Brazil, compara o Brasileirão à Premier League.

"Eu diria que, dentro do ecossistema sul-americano, não é exagero afirmar que o Brasil hoje exerce um papel semelhante ao da Premier League em relação à Europa periférica. Ele atrai, desenvolve, expõe e vende melhor. Um exemplo é que o Brasileirão teve mais jogadores convocados na seleção do Uruguai do que a própria liga inglesa em determinado momento das Eliminatórias", destacou.

Os convocados do Brasileirão para a Copa 2026

Brasil

  • Weverton (Grêmio)
  • Danilo (Flamengo)
  • Léo Pereira (Flamengo)
  • Alex Sandro (Flamengo)
  • Lucas Paquetá (Flamengo)
  • Danilo (Botafogo)
  • Neymar (Santos)

Uruguai

  • Sergio Rochet (Internacional)
  • Varela (Internacional)
  • Piquerez (Palmeiras)
  • Nico de la Cruz (Flamengo)
  • Arrascaeta (Flamengo)
  • Emi Martinez (Palmeiras)
  • Canobbio (Fluminense)

Paraguai

  • Gustavo Gomez (Palmeiras)
  • Junior Alonso (Atlético-MG)
  • Bobadilla (São Paulo)
  • Ramon Sosa (Palmeiras)
  • Isidro Pitta (Red Bull Bragantino)
  • Mauricio (Palmeiras)
  • Balbuena (Grêmio)

Equador

  • Alan Franco (Atlético-MG)
  • Alan Minda (Atlético-MG)
  • Ângelo Preciado (Atlético-MG)
  • Gonzalo Plata (Flamengo)
  • Felix Torres (Internacional)

Colômbia

  • Carrascal (Flamengo)
  • Jhon Arias (Palmeiras)
  • Andres Gomez (Vasco)
  • Portilla (Athletico-PR)

Argentina

  • Flaco Lopez (Palmeiras)

Holanda

  • Memphis Depay (Corinthians)

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