Lula pede equilíbrio nas contas públicas para baixar juros e fala em investimentos

Economia 05/08/2026 14:50 Redação Digital - Canal Rural canalrural.com.br

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (5) que é preciso ter responsabilidade com os gastos públicos para conseguir reduzir a taxa básica de juros. Ele também voltou a defender que o governo possa usar dívida para investir em obras de infraestrutura.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira (5) que a redução da taxa básica de juros depende de uma política de seriedade fiscal. Horas antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), ele disse que o governo precisa evitar gastos acima da capacidade financeira, ao mesmo tempo em que voltou a criticar regras fiscais que, segundo ele, restringem o investimento público.

  • Lula defende que o governo não gaste mais do que arrecada, mas quer investir em obras de infraestrutura.
  • O presidente defende que o Estado pode fazer dívidas para financiar projetos que tragam benefícios ao país.
  • Lula afirmou que o 'único gasto de verdade' é o pagamento de R$ 1,2 trilhão em juros da dívida.
  • As declarações foram dadas em entrevista a podcasts, no mesmo dia da decisão do Copom sobre os juros.
  • Ele criticou o que chamou de 'aprisionamento' do Estado pelo mercado.

Em entrevista aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos, Lula declarou que é preciso encontrar um jeito de resolver a taxa de juros no país. O presidente reconheceu a autonomia do Banco Central e associou a possibilidade de queda da Selic à condução da política econômica.

Nós temos que cuidar para que, do ponto de vista econômico, a gente tenha bastante seriedade fiscal para não gastar aquilo que a gente não tem e, ao mesmo tempo, trabalhar para reduzir a taxa de juros, afirmou.

Na mesma entrevista, Lula voltou a criticar mecanismos fiscais que limitem o avanço dos gastos públicos. Segundo ele, esse tipo de regra restringe investimentos em infraestrutura. O presidente defendeu que o Estado pode emitir dívida para financiar obras que tragam benefício ao país.

Se eu quiser construir uma obra importante, que signifique trazer benefício para o País, isso é gasto ou investimento É investimento. Então, se o Estado tiver que fazer uma dívida por isso, pode fazer, disse.

Lula também afirmou que o único gasto que a gente faz de verdade é pagar R$ 1,2 trilhão de dívida de juros e criticou o que chamou de aprisionamento do Estado pelo mercado.

As declarações foram dadas no mesmo dia da decisão de juros do Copom e reforçaram a posição do presidente em defesa de controle fiscal combinado com espaço para investimento público em infraestrutura.


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