A Polícia Federal cumpriu mandados de busca em Mato Grosso, Rondônia e São Paulo contra um grupo suspeito de comandar garimpo ilegal em terras indígenas, com ajuda de caciques. A Justiça determinou monitoramento por tornozeleira e bloqueio de bens.
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira a segunda fase da Operação Olhos Fechados, com o objetivo de aprofundar a investigação sobre crimes de desmatamento, garimpo ilegal, usurpação de bens da União e associação criminosa, além de lavagem de dinheiro. As ordens judiciais foram cumpridas nos estados de Rondônia, Mato Grosso e São Paulo.
Foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Mato Grosso. A Justiça Federal também determinou o monitoramento eletrônico, com tornozeleira, de 17 investigados, além do sequestro de bens no valor estimado do dano ambiental, que é de mais de R$ 11,3 milhões.
- A operação é a segunda fase da Operação Olhos Fechados, que investiga crimes ambientais e lavagem de dinheiro.
- Os mandados foram cumpridos em Rondônia, Mato Grosso e São Paulo.
- A Justiça autorizou o uso de tornozeleiras em 17 suspeitos.
- Os bens dos suspeitos foram bloqueados para pagar pelos danos ao meio ambiente.
- O grupo é acusado de atuar em terras indígenas com a ajuda de caciques.
Nesta fase, apura-se a atuação dos responsáveis pelo comando dos núcleos de exploração ilegal, bem como os indícios de ocultação e dissimulação dos recursos financeiros obtidos com a atividade ilegal. Os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, desmatamento em terras públicas, extração de recursos minerais sem autorização e lavagem de dinheiro.

Imagem da operação da PF






