Brasil e China se unem para padronizar nomes de cortes de carne bovina

Economia Exportação 13/05/2026 08:50 Redação Digital canalrural.com.br

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e a Associação Chinesa de Carnes (CMA) assinaram um acordo em Pequim para criar uma lista única de nomes para os cortes de carne bovina que o Brasil vende para a China. O objetivo é evitar confusões na hora de exportar, facilitar a documentação e agilizar a liberação dos produtos nos portos chineses.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e a China Meat Association (CMA) assinaram, nesta quarta-feira (13), em Pequim, um acordo para padronizar os nomes dos cortes de carne bovina que o Brasil vende para a China. O objetivo é que todos usem os mesmos nomes nos papéis e nas embalagens, facilitando o comércio entre os dois países.

  • O acordo foi assinado pelos presidentes das duas associações em Pequim, na China.
  • Vai criar uma lista única com os nomes de todos os cortes de carne bovina vendidos pelo Brasil.
  • Isso vai ajudar a evitar erros e confusões na hora de liberar a carne nos portos chineses.
  • A lista vai ser usada em contratos, notas fiscais e outros documentos importantes para a exportação.
  • O acordo ainda precisa ser aprovado pelas autoridades da China para começar a valer.

O acordo foi assinado pelo presidente da ABIEC, Roberto Perosa, e pelo presidente da CMA, CHEN Wei, durante uma reunião na sede da entidade chinesa. Pelo acordo, as associações vão criar e divulgar juntas uma "Lista Unificada de Nomes de Produtos Bovinos", que será usada para todos os produtos exportados pelos frigoríficos brasileiros que podem vender para a China.

Por que isso é importante

Segundo o documento, a medida quer diminuir as diferenças na hora de identificar cortes de carne parecidos, simplificar os processos de venda e dar mais uniformidade a contratos, notas fiscais, listas de embalagem e documentos da alfândega. Com o crescimento do número de frigoríficos brasileiros autorizados a vender para a China, cada um estava usando nomes diferentes para cortes semelhantes, o que estava causando problemas na liberação dos produtos e na documentação.

Roberto Perosa disse que o alinhamento dos nomes vai reduzir as confusões nos portos chineses e dar mais segurança para o exportador brasileiro na hora de rotular os produtos. Ele também disse que o entendimento será enviado para as autoridades chinesas aprovarem. O prazo para essa aprovação não foi informado.

Para CHEN Wei, a assinatura do acordo deve ajudar a padronizar o comércio de carne bovina entre os dois países e aumentar a cooperação técnica entre as entidades.

O acordo também prevê revisões técnicas periódicas da lista padronizada, conforme as mudanças no mercado e o lançamento de novos produtos. Na prática, a adoção de nomes comuns tende a reduzir problemas operacionais e dar mais previsibilidade para as vendas, desde que o texto seja aprovado pelas autoridades competentes.


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