Proposta prevê a divisão dos beneficiários por faixas de renda familiar e juros diferenciados, semelhantes aos do Minha Casa Minha Vida, inclusive para a classe média
O programa elaborado pelo governo federal para permitir que as famílias reformem suas moradias vai conceder empréstimos de até R$ 100 mil a serem quitados em até 96 meses (8 anos). A proposta que está sendo desenhada prevê a divisão dos beneficiários por faixas de renda familiar, com juros diferenciados, semelhantes aos do Minha Casa Minha Vida, inclusive para a classe média. A quantia a que cada família terá direito vai depender da capacidade de pagamento e da faixa de renda. O prazo de pagamento também vai variar de acordo com o valor do empréstimo. Segundo projeções dos técnicos, o valor médio dos empréstimos é de R$ 15 mil, o que deve beneficiar dois milhões de famílias. Sem carência Segundo técnicos envolvidos na discussão, não haverá prazo de carência. Ou seja, uma vez assinado o contrato, as parcelas começam a ser cobradas no mês seguinte. O programa será operado pela Caixa Econômica Federal e neste primeiro momento não está previsto convênio entre lojas de material de construção e o banco. Sem fontes orçamentárias disponíveis, o governo vai usar R$ 30 bilhões do fundo social do petróleo do pré-sal. Inicialmente, seriam utilizados R$ 3 bilhões desse fundo, mas a nova linha de financiamento foi turbinada pela Casa Civil e terá R$ 30 bilhões, em condições facilitadas, sobretudo para as famílias de baixa renda. Déficit habitacional Embora iniciativas como essa não tenham tido êxito esperado no passado, o governo argumenta que o financiamento de reformas é também uma forma de atacar o déficit habitacional. A expectativa é que o programa seja anunciado pelo presidente Lula no início de outubro. Não será preciso projeto de lei, apenas portarias. Para atrair a classe média e dar um estímulo adicional ao setor da construção civil, um dos mais dinâmicos da economia, o governo vai rever a destinação dos recursos captados pela poupança. A ideia é liberar parte dos compulsórios, valores que as instituições são obrigadas a depositar no Banco Central, para o crédito imobiliário. Segundo estimativas, a medida poderá injetar no setor R$ 35 bilhões. Veja as faixas de renda e taxas de juros: Faixa 1 Renda familiar até R$ 3.200 Taxa de juros de até 1,17% ao mês Faixa 2 Renda familiar de R$ 3.200,01 a R$ 9.600 Taxa de juros de até 1,95% ao mês Faixa 3 Renda familiar acima de R$ 9.600 Taxa de juros de mercado
A quantia a que cada família terá direito vai depender da capacidade de pagamento e da faixa de renda





