O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que espere o fim das investigações da Polícia Civil sobre uma arma encontrada com um segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro antes de decidir se ele pode voltar para a prisão. O caso aconteceu durante uma blitz e levantou dúvidas sobre as regras da prisão domiciliar de Bolsonaro. Agora, a defesa dele terá 48 horas para responder, e o ministro Alexandre de Moraes vai decidir o que fazer.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta quinta-feira (25) que o Supremo Tribunal Federal (STF) aguarde a conclusão do inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal sobre a arma apreendida em uma blitz antes de avaliar se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cometeu uma falta grave durante o período de prisão domiciliar.
- A arma foi encontrada em um carro ligado à segurança de Bolsonaro durante uma fiscalização de trânsito.
- O procurador-geral acha que ainda é cedo para dizer se Bolsonaro quebrou as regras da prisão domiciliar.
- A investigação está só no começo e precisa de mais provas para uma decisão final.
- A defesa de Bolsonaro tem 48 horas para dar a versão dela sobre o caso.
- O ministro Alexandre de Moraes é quem vai decidir se Bolsonaro continua em casa ou volta para a prisão.
A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. Segundo Gonet, as investigações ainda estão em fase inicial e, por isso, não há elementos suficientes para concluir que Bolsonaro tenha descumprido as condições impostas pela medida cautelar.
Com o parecer da PGR, a defesa de Bolsonaro terá 48 horas para apresentar manifestação. Em seguida, caberá a Alexandre de Moraes decidir se prorroga ou revoga a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente. O prazo inicial de 90 dias venceu nesta quinta-feira, mas a medida permanece válida até nova decisão judicial.

Carolina Antunes / PR





