Novo projeto da Bienal do Livro traz autores famosos perto do público

Cultura Leitura 01/09/2026 15:32 Alana Gandra, Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

A Bienal do Livro do Rio de Janeiro lançou o projeto Estação Bienal, que leva escritores internacionais a diferentes pontos da cidade. A primeira edição terá a participação da escritora inglesa Alice Oseman, autora da série Heartstopper, que vai encontrar fãs em um teatro. O objetivo é incentivar a leitura e aproximar os leitores das obras que amam.

A Bienal do Livro do Rio de Janeiro vai iniciar em setembro um novo projeto chamado Estação Bienal. A ideia é incentivar a leitura no Brasil e manter o contato do público com os escritores, mesmo nos anos em que o grande festival não acontece. Essa nova ação traz autores para perto dos fãs em eventos especiais.

O primeiro encontro será no dia 9 de setembro, no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea, na zona sul do Rio de Janeiro. A escritora inglesa Alice Oseman, famosa pela série jovem Heartstopper, estará presente para conversar com os leitores e dar autógrafos. Essa ação contou com a parceria da editora Companhia das Letras, através do seu selo voltado para o público jovem.

  • O projeto busca levar autores internacionais de difícil acesso a eventos na cidade.
  • A primeira edição terá a famosa escritora Alice Oseman, muito querida pelos jovens.
  • Os ingressos custam entre R$ 85 e R$ 399, dependendo do pacote escolhido.
  • Há opção de meia-entrada social mediante a doação de um livro usado.
  • A iniciativa pretende ser itinerante, parando em vários locais diferentes do Rio.

O diretor de Marketing da empresa que organiza a Bienal, Bruno Henrique, explicou que, para começar, o projeto focará em autores internacionais. Isso porque o público brasileiro geralmente tem mais dificuldade de encontrar esses escritores. A ideia é criar encontros periódicos, com a frequência sendo definida ao longo do tempo.

Depois desse início, a intenção é ampliar a proposta. A comparação é feita com o projeto 'Bienal nas Escolas', que levou autores para escolas públicas e acabou se tornando uma atividade fixa. Segundo o organizador, a expectativa é que a Estação Bienal também cresça e vire algo permanente.

Escolha da primeira autora

A organização da Bienal recebe muitos pedidos de leitores para trazerem autores específicos. Alice Oseman está entre as mais desejadas. A editora percebeu que a agenda da escritora inglesa permitia uma viagem ao Brasil agora, o que gerou a oportunidade para a primeira ação. Para Bruno Henrique, foi uma coincidência feliz que atende uma demanda que já existia há anos nos grandes eventos.

Alice Oseman é muito popular entre os mais jovens. Seus livros são grandes sucesso de vendas e abordam temas importantes para essa faixa etária, especialmente envolvendo a comunidade LGBTQIA+. A movimentação nos sites de venda de ingressos e nas redes sociais mostrou que é um público muito fiel e grande. Por isso, as vendas seguem sem data de término.

Os bilhetes podem ser comprados online pelo site Sympla ou direto no teatro. Existem três opções de preços:

  • Simples: R$ 85 a meia entrada e R$ 170 a inteira (apenas bate-papo).
  • Master: R$ 175 a meia entrada e R$ 350 a inteira (bate-papo e livro autografado).
  • Full Experience: R$ 199,90 a meia entrada e R$ 399,90 a inteira (bate-papo, livro autografado, sessão de autógrafos e foto com a autora).

Além disso, existe uma meia-entrada social. Nela, qualquer pessoa paga o valor da meia e doa um livro em bom estado. Esse livro será doado a uma entidade que ajuda o projeto. A ação serve para espalhar livros e gerar leitura entre toda a população.

Um projeto que viaja pela cidade

A Estação Bienal terá um caráter itinerante. Isso significa que o projeto não ficará fixo em um lugar só. Ele pretende transformar teatros, centros culturais e outros espaços em pontos de encontro para diferentes bairros e públicos do Rio de Janeiro. O nome 'Estação' simboliza parar em vários lugares para apresentar diferentes obras.

Já existe um novo escritor estrangeiro em negociações para a próxima edição. A organização ainda não pode revelar o nome, pois depende das agendas e logística do autor, que é um processo complexo. Mas a meta é conseguir realizar outra parada ainda este ano, com outro autor muito solicitado pelo público.

Em cada encontro, os participantes recebem um pin colecionável. O primeiro pin será decorado com a capa do último volume de Heartstopper. Cada nova edição terá seu próprio pin, criando um objeto de coleção para registrar a experiência na Estação Bienal.

Livros perto da população

A promoção da leitura já acontece durante a própria Bienal. A organização faz parcerias para doação de livros. Um exemplo é a ação 'Ler tá no Sangue', feita em conjunto com o Hemorio, que ajudou a aumentar o número de doadores de sangue.

Outra ação é feita com o Metrô do Rio, distribuindo livros nos vagões com a frase 'Embarque na Leitura'. A ideia é aproveitar que as pessoas leem enquanto trafegam. Há também o projeto 'Invasão dos Livros', realizado na comunidade do Alemão, distribuindo livros com o apoio local. O objetivo de tudo isso é levar o hábito da leitura para mais lugares e momentos, ajudando o Brasil a se tornar um país de leitores.


Chama no Zap

(66) 98408-0740