Instituto Jaiminho marca presença no festival de cinema de Cuiabá

Cultura 08/07/2026 14:30 Da Redação - FOLHAMAX folhamax.com

Representantes do Instituto Jaiminho, que atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, participaram da 23ª edição do Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá (Cinemato). O evento aconteceu na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e teve como objetivo usar a arte e a cultura para discutir temas importantes, como a violência contra a mulher.

Representantes do Instituto Jaiminho participaram da 23ª edição do Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá (Cinemato), que aconteceu entre os dias 29 de junho e 5 de julho, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O objetivo da visita foi conhecer a produção audiovisual e incentivar a reflexão sobre temas que fazem parte da realidade de Mato Grosso, mostrando como a arte e a cultura podem ajudar a conscientizar e transformar a sociedade.

Nesta edição, o Cinemato teve uma sessão especial para as produções feitas por estudantes. Foram exibidos dois curtas-metragens feitos por alunos do primeiro semestre do curso de Cinema e Audiovisual da UFMT, com orientação da professora Cláudia Moreira. Os filmes trataram de um assunto muito comentado nos noticiários do estado: a violência contra a mulher. "Como educadora, acredito que a educação pode mudar a vida das pessoas. Discutir esse tema com os jovens é essencial, e essa conversa precisa chegar às escolas. Além dos filmes, os debates ajudam a formar consciência", afirmou a professora.

  • O Instituto Jaiminho atende crianças e adolescentes de 10 a 17 anos que vivem em situação de vulnerabilidade social e econômica.
  • Os curtas-metragens foram feitos por alunos do primeiro semestre de Cinema e Audiovisual da UFMT.
  • O tema principal dos filmes foi a violência contra a mulher, um problema grave e comum em Mato Grosso.
  • Os estudantes destacaram que a ideia era mostrar que nenhuma mulher precisa enfrentar a violência sozinha.
  • A coordenadora do Instituto Jaiminho disse que a arte ajuda a desenvolver autoestima, disciplina e prepara os jovens para a vida em sociedade.

Os estudantes que participaram da produção contaram como foi a experiência. Gabriel Salgado disse que o grupo fez pesquisas para criar um roteiro focado na importância da rede de apoio para mulheres depois de denunciarem a violência. "Queríamos mostrar que nenhuma mulher precisa enfrentar essa situação sozinha. Foi uma experiência maravilhosa, tanto na pesquisa quanto na produção", contou. Já Eduarda de Branco, de 18 anos, que trabalhou como atriz, roteirista e diretora de fotografia, afirmou que falar sobre o tema foi desafiador e necessário.

"As mulheres já vivem em estado de alerta. Transformar esse sentimento em uma produção audiovisual é uma forma de dar voz a essa realidade e fazer as pessoas pensarem sobre o assunto", destacou. Maria Fernanda Arruda, de 19 anos, também falou sobre o lado social da iniciativa. "Nosso objetivo foi mostrar às mulheres que elas nunca estão sozinhas e incentivar a busca por ajuda. É um assunto delicado, mas precisa ser discutido. Quando a imagem, o som e a narrativa são usados do jeito certo, conseguem sensibilizar as pessoas e gerar mudança", afirmou.

Para a coordenadora-geral do Instituto Jaiminho, Odilza Costa, participar do festival mostrou como a arte é importante para transformar a sociedade. Segundo ela, o instituto atende crianças e adolescentes de 10 a 17 anos que vivem em situação de vulnerabilidade social e econômica, oferecendo atividades como música e teatro.

"A arte é uma das ferramentas mais poderosas para transformar vidas. Ela desenvolve autoestima, disciplina, sensibilidade e prepara esses jovens para a vida em sociedade. Muitos chegam emocionalmente abalados e, por meio da cultura, descobrem novos caminhos", explicou.

Odilza também disse que o respeito às mulheres deve ser ensinado desde a infância. "A prevenção começa com a educação. As crianças precisam aprender, desde cedo, valores como respeito e igualdade. A arte e a cultura são caminhos essenciais para essa formação. O que vimos no Cinemato mostra como a universidade pode ajudar nesse debate, aproximando os jovens de temas urgentes e ajudando a construir uma sociedade mais consciente e menos violenta", concluiu.

O professor de teatro do Instituto Jaiminho, Té Ribeiro, também destacou o papel transformador da arte. "A arte é um espelho para que a sociedade possa se enxergar. É muito importante apresentar essa realidade para que cada pessoa possa refletir sobre si mesma e rever as próprias atitudes", afirmou.


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