Escritora Ana Castro participa da Flip com livro que fala sobre mulheres comuns

Cultura Literatura 06/07/2026 12:49 Vera Longuini - Ateliê da Notícia

Conhecida por sua escrita forte e sensível, a psicóloga e escritora Ana Castro leva seu primeiro livro, 'Contos de uma Mulher Qualquer', para a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). A obra reúne histórias sobre maternidade, abusos, amor e superação, dando voz a mulheres que enfrentam situações difíceis no dia a dia. O livro foi elogiado por escritores famosos e promete emocionar o público na feira literária, que acontece de 22 a 26 de julho.

A escritora e psicóloga clínica Ana Castro vai participar da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ela foi convidada por causa do sucesso do seu livro 'Contos de uma Mulher Qualquer'. A obra chamou a atenção do jornalista e escritor Ignácio de Loyola Brandão durante a FliPoços. O livro foi lançado pela editora M.inimalismos e está fazendo Ana Castro ser reconhecida como um novo nome importante da literatura brasileira. Ela escreve sobre as dores escondidas e os recomeços de mulheres comuns, com muita emoção e cuidado.

  • O livro fala sobre a vida de mulheres comuns: as histórias mostram situações como maternidade, abusos, amor e recomeços, que muitas mulheres vivem em silêncio.
  • Escritor famoso elogiou o livro: Ignácio de Loyola Brandão disse que a autora é uma escritora 'forte' e que consegue 'ir fundo' nas emoções.
  • Gloria Kalil também recomendou: na orelha do livro, ela escreveu que toda mulher vai se reconhecer nas histórias de Ana Castro.
  • A autora é psicóloga: Ana Castro usa sua experiência de vida e o que observa no trabalho para criar as histórias, mas garante que não usa casos de pacientes.
  • Participação na Flip: Ana Castro vai participar de um debate sobre contos e também vai autografar livros durante a feira em Paraty.

Onde encontrar o livro e os eventos na Flip

O livro de Ana Castro poderá ser encontrado na Casa Tyiwaras Tikunas + Neomarginais + Capitolinas, na Rua do Comércio, 31, no Centro Histórico de Paraty. No sábado, dia 25 de julho, a autora vai participar de um debate na Mesa 12, das 17h10 às 19h. O tema é 'O Conto é Romance do Futuro'. Vão estar com ela os escritores Flavio Assub, Marcelino Freire e Anderson Estevan, com mediação de Vitor Miranda. A editora M.inimalismos também vai fazer uma sessão de autógrafos com a autora na sexta-feira, dia 24, às 20h, na Casa Gueto.

Sobre o livro: histórias que emocionam

Com uma linguagem simples, direta e que mexe com as emoções, 'Contos de uma Mulher Qualquer' reúne narrativas sobre maternidade, violência psicológica, abusos, sexo, amor, culpa, silêncio e recomeço. A autora usa a ficção para mostrar situações do dia a dia que muitas vezes são ignoradas, dando voz a mulheres que, mesmo sendo chamadas de 'comuns', têm histórias profundas e complexas. Um dos contos mais comentados do livro, que Loyola Brandão chamou de 'angustiante', é sobre uma mulher que implora para ser enxergada emocionalmente. Esse trecho mostra bem o clima do livro: intenso, doloroso e muito humano.

Ficção e realidade se misturam

Segundo Ana Castro, o livro nasceu da vontade de transformar em literatura as preocupações que ela via tanto na sua vida pessoal quanto no trabalho como psicóloga. Ela participa de grupos de leitura e fortalecimento feminino, como o Capitolinas e o Mulheres que Leem Mulheres (MQLM). A autora diz que sua escrita é influenciada pelas conversas sobre machismo, violência contra a mulher e os problemas da mulher moderna. 'Escrevi esse livro porque percebi que muitas mulheres vivem dores parecidas, mas em silêncio. A literatura foi a maneira que encontrei de transformar essas experiências em reflexão, acolhimento e identificação', explica Ana Castro. Ela também diz que o livro não quer dar respostas prontas, mas sim fazer com que as pessoas se reconheçam e conversem sobre o assunto. 'Espero que as leitoras se sintam vistas e que os leitores consigam enxergar aquilo que muitas vezes é ignorado dentro das relações humanas.' Influenciada por escritoras como Clarice Lispector, Hilda Hilst, Lygia Fagundes Telles e Carlos Drummond de Andrade, Ana Castro cria uma escrita que mistura poesia, prosa e crônica, marcada pela força das emoções.


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