Psicóloga aponta riscos de sofrimento infantil com obrigatoriedade de homenagens a pai e mãe.

Cidades Saude 22/09/2025 08:34

Eliane Fernandes alerta que a medida pode reabrir feridas emocionais e gerar exclusão em alunos.

Após a lei que determina a obrigatoriedade de comemorar exclusivamente o Dia das Mães e o Dia dos Pais nas escolas,  a psicóloga Eliane Fernandes, para entender se a legislação poderia causar impactos ou constrangimento em crianças com núcleos familiares diversos.

 

Eliane explicou os riscos emocionais da medida e defendeu práticas pedagógicas mais inclusivas. Para ela, impor que todas as escolas celebrem apenas essas figuras familiares podem, em vez de fortalecer vínculos, provocar sofrimento e exclusão. “Ao tornar obrigatória a celebração exclusiva de ‘pai’ e ‘mãe’, corre-se o risco de excluir e constranger crianças que vivem em arranjos familiares diversos, como aquelas criadas por avós, tios, irmãos mais velhos, famílias homoafetivas ou responsáveis legais. Em vez de fortalecer vínculos, a lei pode provocar sentimentos de inadequação e isolamento justamente em quem mais precisa de acolhimento”, disse.

Segundo a psicóloga, a imposição de uma comemoração padronizada pode reabrir feridas em alunos que já enfrentam a ausência de pai ou mãe por abandono, morte ou outras razões. “Em vez de ser um momento de celebração, a data pode se tornar um gatilho de sofrimento, afetando autoestima, pertencimento e até o rendimento escolar”, completou. Ela reforça que a escola deve promover um ambiente de pertencimento e não impor um modelo único de família.


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